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Oficina de fotografia com celular mobiliza jovens em comunidade de Mosqueiro

Atividade ligada à exposição “Catarse – Olhares da Periferia” incentiva produção de imagens locais e pode originar projeto audiovisual no Cajueiro

O Liberal

No último fim de semana, jovens da comunidade Vila Sapo do Cajueiro, em Mosqueiro, participaram de uma oficina gratuita de fotografia com celular. A atividade, que integrou a exposição “Catarse – Olhares da Periferia” do fotógrafo Everaldo Nascimento, reuniu moradores para produzir imagens sobre o próprio território.

Durante a programação, os participantes aprenderam noções básicas de fotografia. Eles registraram o cotidiano da comunidade, destacando a paisagem ribeirinha, a pesca artesanal e outros aspectos da vida local. A iniciativa estimulou o olhar dos jovens e valorizou as práticas culturais e sociais da região.

Novo Projeto Audiovisual

O engajamento dos jovens participantes aponta para possíveis desdobramentos. Entre eles, destaca-se a criação de um projeto de formação audiovisual. A iniciativa será voltada à produção de vídeos e conteúdos digitais pelos próprios moradores.

Sidney Augusto, morador da comunidade, avalia que a proposta pode ampliar a visibilidade do Cajueiro. “Seria muito importante fazer vídeos e fotos para divulgar o lugar e atrair mais pessoas, porque muita gente ainda não conhece a comunidade”, afirma.

A proposta do projeto em elaboração prevê oficinas de audiovisual. Os conteúdos abordarão roteiro, captação de imagens e edição de vídeos. A iniciativa também pretende estimular a produção de materiais que destaquem a cultura local e o potencial turístico da região.

Jovens como produtores de conteúdo

A expectativa é que os jovens da Vila Sapo do Cajueiro assumam o papel de produtores de conteúdo. Eles registrarão histórias, saberes e modos de vida da comunidade. O fotógrafo Everaldo Nascimento explica que a ideia surgiu do diálogo com os moradores. "Os jovens demonstraram muito interesse. A proposta é fortalecer esse potencial e criar condições para que eles contem suas próprias histórias", destaca.

O projeto será inscrito em edital público. Se aprovado, ele será desenvolvido na própria comunidade, com a participação direta dos moradores.

A iniciativa reforça o papel da cultura como ferramenta de inclusão social. Ela demonstra como projetos locais podem gerar novas oportunidades para jovens em territórios ribeirinhos.