MENU

BUSCA

O encanto do carimbó desembarca no Rio de Janeiro

Exposição sobre a cultura do carimbó no Rio de Janeiro recebe apresentação de mestres paraenses nesta sexta-feira

Lucas Costa

O universo estético que compõe toda a cultura do carimbó é tema de uma exposição no Rio de Janeiro. Aberta na tarde de quinta-feira (25), a mostra “Pau, corda, cores e (re)invenções: instrumentos e artesanatos do Carimbó” ocupa o Centro Nacional de Folclore e Cultura Popular do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (CNFCP/Iphan). Na tarde desta sexta-feira, 26, mestres de carimbó e artesãos que integram a exposição farão uma apresentação em frente ao anexo do Museu do Folclore Edison Carneiro.

Com visitação até o dia 8 de setembro, na Sala do Artista Popular (SAP), a exposição apresenta ao público carioca itens como: banjos, curimbós, flautas, maracas, milheiros, reco-reco, além de saias e adereços que englobam a produção do considerado carimbó tradicional. Quem visitar a mostra também poderá ouvir o som e as vivências daqueles que mantêm viva tradição secular, considerada Patrimônio Cultural do Brasil desde 2014.

Materiais desenvolvidos por mestres de carimbó de todo o estado fazem parte da mostra, e as indicação dos nomes foi realizada pelo Comitê da Salvaguarda do Carimbó. Os mestres são: Dona Meiry (Soure), Lucas (Belém), Manoel Alexandre e Acidenor (Ananindeua), Raimundo e Waldinei (Icoaraci), José Maria (Santa Bárbara), Marinho e Reginaldo (Marapanim), Agnaldo (Salvaterra), e Adan (Santarém).

Com um papel importante de representar a presença feminina dentro da cultura do carimbó, a Mestra Meiry leva à exposição as indumentárias típicas da tradição. "Fazemos parte dessa cultura tanto quantos homens. Eu costuro há muito tempo, mas também tem mulheres que dançam, cantam, tocam... Isso para nós é comum", afirma.

O Mestre Agnaldo, de Salvaterra, que toca carimbó há 22 anos, e fabrica instrumentos há oito; também está na mostra. Autodidata, ele diz que faz tudo por amor a cultura marajoara. “Se os jovens são o futuro da cultura brasileira, como falam os mestres mais antigos, eu estou aqui para provar o que eles falaram… e já estou preparando outros jovens para levar em frente essa missão”, declara.