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Linomar Bahia mostra em artigos cenários curiosos do Pará e do Brasil

“Pós-Escrito” traz textos construídos por quem acompanha o dia a dia da política, da economia, da vida social do país e do estado e protagonizou momentos decisivos do jornalismo no Pará

Eduardo Rocha

Para quem gosta de uma leitura instigante a partir dos escritos de quem atua no jornalismo há 76 anos, chega agora para saudar 2026, ano de eleições presidenciais e de Copa do Mundo, entre outros temas na atual temporada, o livro “Pós-Escrito - Coletânea de artigos publicados em O Liberal”, do jornalista, advogado e escritor Linomar Bahia, 91 anos. O livro reúne artigos escritos por Linomar desde 2009, ou seja, o público dispõe de um painel sobre temáticas variadas da história do Pará e do Brasil, com o estilo e a vivência de um profissional que se destacou em rádio, TV e jornal impresso, fora outras atividades na sociedade paraense.


“Pós-Escrito” será lançado no próximo dia 20, às 18h, no Salão Social do Grupo Líder, na rua dos Pariquis, 1056, entre Roberto Camelier e Honorato José dos Santos. Ele começou no jornalismo aos 16 anos, e a primeira calça comprida que comprou foi para trabalhar no jornal A Província do Pará. 

“Eu escrevo artigos dominicais há cerca de 20 anos que falam um pouco da história do Brasil e do Pará, dando opinião, a visão que se teve naquele momento sobre muitas coisas acontecendo ou que vieram a acontecer e outras que simplesmente se diluíram no tempo. São 300 páginas no livro. E tenho a honra de ser prefaciado pelo jornalista Ronaldo Maiorana (presidente executivo do Grupo Liberal), que dá um brilho especial num livro que tem tudo a ver com O Liberal”.

Linomar explica que a iniciativa de publicar este seu quinto livro parte do entendimento dele que “o jornalista é um historiador em larga escala”. “Toda matéria que ele faz está contando alguma história, algum fato, sobre alguma coisa, uma pessoa ou então sobre todos eles, e constitui uma história que deve ser cultivada”. Linomar diz que se trata de um livro-documento, como aborda Ronaldo Maiorana no prefácio de “Pós-Escrito”.

Ele passou a escrever artigos em O Liberal mediante convite feito pelo então diretor de Redação Walmir Botelho, e lá se vão quase 20 anos de escritos. 

“Gostar de ser jornalista”

Em 2026, O Liberal completa 80 anos e a TV Liberal, 50 de história. Linomar Bahia tem participação direta na trajetória desses dois veículos de comunicação. Aliás, no Grupo Liberal, Bahia atuou como diretor no jornal, na Rádio e na TV Liberal (a primeira a ser totalmente em cores no Pará). 

Ele conta que  com o empreendedorismo e senso de inovação de Romulo Maiorana, idealizador e fundador do Grupo Liberal, o jornal impresso deixou de ser eminentemente político para ter um cunho empresarial“.

“E ele foi responsável pela mudança total no jornalismo do Pará, porque foi o primeiro jornal a ter impressão em offset, primeiro no Brasil. O primeiro jornal que circulava todos os dias da semana. Até então, todos os jornais, mesmo os grandes jornais do Rio e São Paulo, não circulavam às segundas-feiras, O Liberal passou a circular também às segundas-feiras e foi um jornal que se modernizou e trouxe uma nova maneira de fazer jornal para o Pará e para o Brasil”. 

Linomar Bahia foi o primeiro diretor e implantador da TV Liberal, atuando junto com Ossian Brito. Ele lembra que as emissoras de TV no Pará funcionam das 17h até as 22h, e a TV Liberal passou a entrar às 10h e ia até a madrugada, logo depois, passou a virar 24h.  Linomar Bahia participou do processo e da inauguração da TV do Grupo Liberal em 27 de abril de 1976. Nessa emissora, Bahia exerceu diversas funções, inclusive, tendo sido primeiro apresentador do telejornal “Bom Dia Pará”; fazia comentários e apresentava programa de análises conjunturais. Ele foi o primeiro apresentador do concurso Rainha das Rainhas pelo Grupo Liberal.

O jornalista presidiu a Funtelpa e atuou em diversos grupos de comunicação, tendo sido correspondente de revistas. É membro da Academia Paraense de Letras (APL), da Academia Paraense de Jornalismo (APJ)  e da Academia Paraense Literária Interiorana (APLI).

“Fundamental no jornalismo é gostar de ser jornalista”, diz Linomar Bahia. Ele pontua que “o jornalista é que nem médico e bombeiro - a doença e a notícia não tem relógio nem calendário”. Pelo seu legado de Linomar Bahia ao jornalismo, vale a pena conferir os artigos selecionados para “Pós-Escrito”. 

Serviço:

Lançamento do Livro ‘Pós-Escrito - Coletânea de artigos publicados em “O Liberal” ‘, de Linomar Bahia

Em 20 de janeiro de 2026, às 20h,

no Salão Social do Grupo Líder, na rua dos Pariquis, 1056, entre Roberto Camelier e Honorato José dos Santos.