‘Guia-me Belém’, de João Meirelles, revela trilhas culturais e ambientais da capital paraense
Lançamento do livro será às 19h desta terça (27) no Sesc Ver-o-Peso, com direito a bate-papo com o autor e sessão de autógrafos
Diferente dos guias tradicionais com informações em geral sobre restaurantes, hotéis ou endereços comerciais, o escritor e ativista socioambiental João Meirelles lança em Belém o livro “Guia-me Belém - Uma visita à Metrópole da Amazônia”, que traz ao leitor e curiosos em geral caminhos, paisagens, histórias, referências culturais e ambientais da capital do Estado do Pará. Assim, a obra se mostra como um convite ao público a observar a cidade com um novo olhar. Até porque muitas das narrativas no livro foram feitas por viajantes, escritores, moradores e moradoras da região, compondo um mosaico diversificado sobre a realidade belenense. O lançamento de “Guia-me Belém” será nesta terça-feira (27), às 19h, no Sesc Ver-o-Peso, no centro histórico da capital paraense.
O livro sai por meio do selo Cultura Acadêmica, da Fundação Editora da Unesp( (Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho”).
João Meirelles conta como surgiu a ideia de “Guia-me Belém”. “O livro nasce como uma forma de agradecimento à acolhida dos
belenenses, por me receberem tão bem e à minha família. Daí, repeti a intenção de tornar os lugares de que gosto em guias. Fui autor do primeiro guia de ecoturismo do Brasil em 1992”, diz o escritor.
Há 20 anos, ele mora na capital paraense. João conta que trabalhava com a temática amazônica desde São Paulo, onde nasceu em 1960, havia duas décadas, “o que percebi que não fazia sentido algum”.
“Busquei uma cidade que me acolhesse e à organização que dirijo, o Instituto Peabiru (organização da sociedade civil com atuação na agenda de direitos da Amazônia), e Belém ganhou e, ganha, em todos os quesitos!”, enfatiza João, autor de 18 livros em diversos gêneros.
Ele conta quais autores teve como referências para a confecção do livro. “Inspirei-me em outros guias autorais, no próprio Leandro Tocantins, morador da Cidade Velha, e grande autor, e seu ‘Santa Maria de Belém do Grão Pará’. Mas, há outros guias que são maravilhosos, de Manoel Bandeira, sobre Ouro Preto, pioneiro, em 1935; o “Passeio a Sabará”, de Lúcia Machado de Almeida, duas décadas depois. E, até Fernando Pessoa, que escreveu um guia de Lisboa, em inglês”, relata.
Pontes para Belém
A Cidade de Belém acaba de completar 410 anos de fundação, ocorrida em 12 de janeiro de 1616. Essa metrópole amazônida é repleta de fatos e histórias expressos em elementos de sua paisagem que contam a trajetória da casa-mãe dos belenenses. Entre esses lugares figuram o Theatro da Paz, igrejas, praças, feiras, mercados, monumentos, espaços que sediaram e ainda servem de sede para fatos históricos como, por exemplo, a Cabanagem e o Círio de Nossa Senhora de Nazaré, além do Forte do Presépio, berço da fundação de Belém.
Museus, espaços artísticos e a nomenclatura das ruas da cidade são outras fontes de conhecimento acerca da realidade dos belenenses. Com a mesma intensidade com que os dados fluem desses locais para as pessoas, sejam elas moradores ou visitantes de Belém, os cidadãos também dão sua contribuição para esses locais por meio da própria visitação, da valorização e difusão dos acervos nos espaços que formam a identidade belenense. E os belenenses em geral ou quem veio morar na cidade têm suas referências históricas e culturais da cidade, envolvendo práticas, como as artes, a gastronomia, a pesquisa científica e outras áreas do conhecimento.
No caso do escritor João Meirelles, ele destaca dois lugares como fundamentais para quem quer conhecer a cidade.
“Há locais que são únicos no Planeta: o Mercado do Ver-o-Peso e o Parque Zoobotânico do Museu Goeldi. Tive o privilégio de trabalhar com estes dois espaços de diferentes maneiras. No Mercado, com as erveiras e erveiros, e no Museu, em diferentes iniciativas, especialmente de restauração do Parque Zoobotânico”.
“Mas, claro, Belém tem tantos atrativos como raramente há no Brasil, seja de ordem cultural, arquitetônica e paisagística seja na questão de seu dia a dia econômico. Uma cidade que flutua como Belém entre o Guamá e o Pará é algo único!”, ressalta Meirelles.
“Guia-me Belém” tem como fio condutor um olhar atento às relações entre território, cultura e direitos humanos e não humanos. O lançamento do livro contará um bate-papo com o autor, com a participação do historiador Aldrin Moura de Figueiredo, professor da Universidade Federal do Pará (UFPA), e sessão de autógrafos. O livro reforça a parceria entre a Editora Unesp e o Instituto Peabiru
O livro “Guia-me Belém” pode ser adquirido na livraria Travessia, na avenida Alcindo Cacela, 1404, no bairro do Umarizal; no Solar do Leitor, pelo telef. 91 99195-0866 e no site da editora Unesp.
Serviço - Lançamento de 'Guia-me Belém', de João Meirelles
Data: 27 de janeiro (terça-feira)
Horário: 19h
Local: Sesc Ver-o-Peso, no
Boulevard Castilhos França, 522 – Campina, Belém (PA)
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