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Grupo Cuíra marca 45 anos com ações formativas e abertura de espaço a coletivos

Iniciativa reúne oficinas, mostra de memória e retomada do projeto Pauta Mínima com apoio da Funarte

O Liberal

O Grupo Cuíra celebra 45 anos de trajetória teatral com um projeto que inclui oficinas, exposição e a retomada da iniciativa Pauta Mínima. As atividades ocorrem de abril a junho deste ano, em sua sede na Rua Dr. Malcher, 287, no bairro da Cidade Velha, em Belém. A proposta visa marcar a data e ampliar o acesso de outros coletivos e iniciativas artísticas a um local estruturado para ensaios e apresentações.

Ao longo de mais de quatro décadas, o grupo consolidou uma atuação marcada pela resistência no cenário das artes cênicas no Pará. Reunindo em seus espetáculos atores experientes, novos talentos e artistas que retornaram aos palcos, o Cuíra acumulou prêmios em festivais pelo país, com colaborações de diretores reconhecidos nacionalmente.

Entre suas experiências mais emblemáticas está a criação do Teatro Cuíra em uma área de vulnerabilidade social. Nesse local, o grupo desenvolveu ações culturais e integrou trabalhadoras do sexo em montagens e atividades artísticas, reforçando seu compromisso social.

Projeto comemorativo oferece oficinas e exposição

O projeto comemorativo é patrocinado pela Fundação Nacional das Artes (Funarte). Há dez anos, o Grupo Cuíra está sediado na casa do bairro da Cidade Velha, onde mantém uma programação contínua que inclui espetáculos, exposições, oficinas e a cessão de espaço para coletivos locais, contribuindo para suprir a carência de palcos na cidade.

Duas oficinas são parte integrante da celebração. Uma delas é dedicada ao uso de materiais recicláveis na produção cênica, ministrada por Bach Sampaio, e segue com inscrições abertas para interessados no universo teatral ou em práticas manuais. A outra oficina, voltada ao teatro infantil, é conduzida por Olinda Charone, e já teve todas as vagas preenchidas.

Uma exposição também revisita os 45 anos do grupo por meio de cartazes, figurinos, adereços, textos e fotografias. Com curadoria de Karine Jansen, a mostra será aberta para visitação no mês de junho e destacará nomes importantes que passaram pelo Cuíra, reunindo depoimentos que ajudam a reconstruir sua trajetória.

Relação com a Funarte e destaque a artistas

A atriz e produtora do Grupo Cuíra, Zê Charone, descreve o momento como "muito especial". Ela destaca a longa relação com a Funarte, que celebra 50 anos, afirmando que o Cuíra tem trabalhos patrocinados por editais da instituição desde 1981. "Nesses 50 anos de Funarte, em 45 o Cuíra está lá dentro", ressalta Charone.

Ainda de acordo com Zê, a exposição é formada por diversas linguagens e destaca nomes de relevância das artes cênicas. Ela incluirá vídeos gravados e materiais de espetáculos preservados. A curadoria é de Karine Jansen, "uma mulher de teatro" que já dirigiu espetáculos do Cuíra. Nomes como Wlad Lima, Cacá Carvalho e Cláudio Barros são mencionados entre as figuras que passaram pelo grupo.

A produtora também enfatiza que o projeto celebra os dez anos de "assentamento" do grupo na Cidade Velha. Após a pandemia, o Cuíra retoma as oficinas gratuitas para a comunidade. "É uma retomada bem feliz, junto com a Funarte", conclui Zê Charone.

Retomada da Pauta Mínima

A iniciativa Pauta Mínima, criada há duas décadas, será retomada. Ela oferecerá a cinco grupos selecionados a possibilidade de ocupar o espaço do Grupo Cuíra por temporadas de cinco dias, contando com estrutura, suporte técnico e ajuda de custo. Um edital específico para regulamentar a seleção será lançado no segundo semestre.

Com o conjunto de ações, o Grupo Cuíra reafirma seu compromisso com o fortalecimento das artes cênicas no estado. A iniciativa incentiva a participação da comunidade da Cidade Velha e amplia o acesso à produção cultural para diferentes públicos.

O projeto foi fomentado pelo Programa Funarte de Apoio a Ações Continuadas 2025-Teatro. A realização é da Funarte, Ministério da Cultura e Governo Federal.

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