Gil do Vigor apoia ator da Globo que relatou homofobia: 'meu jeito não é entretenimento'
O influenciador e economista Gil do Vigor manifestou seu apoio ao ator João Victor Gonçalves, que interpreta o personagem Mau Mau na novela Quem ama cuida, da TV Globo. O ator relata ter sido alvo de ataques homofóbicos na madrugada deste sábado, 6, na chegada à Cidade do Rock, no primeiro dia de Rock in Rio.
Em imagens que foram transmitidas e viralizaram nas redes sociais, o artista de 24 anos aparece caminhando enquanto é hostilizado por três jovens, que debocham das roupas que ele usava. Mais tarde, nas redes sociais, ele falou sobre o episódio e disse que "homofobia não é entretenimento".
Gil do Vigor também gravou vídeo em solidariedade. "A forma como eu me visto não é entretenimento, o meu jeito não é entretenimento, as violências que eu sofro não é entretenimento. E é triste ter de reforçar isso em pleno 2026", afirma.
"A gente tem de dar o nome às coisas porque a gente ouve quase todos os dias, quando a gente ouve falar de homofobia, que isso é 'mimimi'. Mas só a gente sabe como isso nos marca por toda uma vida", continua Gil, lembrando dos episódios de bullying que sofreu na infância pelo seu jeito de ser.
Em um story no Instagram, João Victor comentou o episódio e chorou. "Realmente isso é o retrato de tudo que a gente mostra. O Mau Mau é um personagem forte, valente, que encara essa homofobia estrutural que vive dentro de casa, de uma forma muito corajosa", disse.
Na novela das 21 horas, João Victor vive o drama de um jovem que descobre sua homossexualidade e enfrenta o preconceito do avô, interpretado por Tony Ramos.
"Ate quando?", indagou Gil do Vigor. "Está na hora de a gente falar chega porque não tem desculpa. Os responsáveis precisam ser punidos."
Em 2019, o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu enquadrar a homofobia como crime. Os ministros entenderam que a legislação sobre racismo deveria ser aplicada também a essas práticas discriminatórias e declararam omissão do Congresso Nacional por não ter editado nenhuma medida até então.
A legislação prevê pena de reclusão de um a cinco anos, prestação de serviços à comunidade ou multa.
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