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Filme 'Glória e Liberdade' é o grande vencedor do 11º Amazônia FiDoc em Belém

Festival premiou produções da Pan-Amazônia e da Amazônia Legal, com destaque para “Boiuna”, “A Mulher sem Chão” e “Xingu, Nosso Rio Sagrado”

O Liberal

O documentário Glória e Liberdade foi o grande vencedor da 11ª edição do Amazônia FiDoc ao conquistar o prêmio de Melhor Longa-Metragem da Mostra Pan-Amazônica pelo Júri Oficial. A cerimônia de encerramento ocorreu na noite de quarta-feira (6), no Cine Líbero Luxardo, em Belém, reunindo realizadores, produtores e público para celebrar as produções premiadas desta edição do festival, que ao longo de mais de uma semana exibiu filmes de diferentes territórios amazônicos.

Dirigido por Letícia Simões, o longa recebeu destaque na principal categoria do festival e encerrou a programação com uma exibição especial. Em vídeo enviado ao público, a diretora celebrou o reconhecimento da obra, desenvolvida ao longo de dez anos. “Estou muito feliz com esse olhar generoso para o filme. Foram dez anos para que ele fosse realizado, e é muito bonito vê-lo sendo selecionado, assistido, comentado e ainda premiado”, afirmou.

Glória e Liberdade (2025), dirigido por Letícia Simões, é um longa-metragem de animação e documentário que propõe uma distopia/utopia brasileira. Ambientado no ano de 2050, o filme imagina um Brasil fragmentado em nações independentes após revoltas populares bem-sucedidas do século XIX.

Assista o Trailer de Glória e Liberdade:


A trama parte da trajetória de Fernando, um homem negro que atravessa diferentes momentos da história política e social do Brasil, para construir uma reflexão sobre memória, identidade, racismo e liberdade. Misturando elementos documentais, encenações e arquivos históricos, o longa propõe uma releitura crítica do país.

Na Mostra Pan-Amazônica, o curta “Boiuna” (PA), dirigido por Adriana de Faria, venceu os prêmios de Melhor Curta-Metragem tanto pelo Júri Oficial quanto pelo Júri Popular. Já o prêmio de Melhor Longa-Metragem pelo Júri Popular ficou com Dona Onete: Meu Coração Nesse Pedacinho Aqui, dirigido por Mini Kerti. A Menção Honrosa da mostra foi concedida aos filmes Sara, da diretora Ariana Andrade Castro, e Kueka, Memoria Ancestral, dirigido por María de los Ángeles Peña Fonseca.

Na Mostra Amazônia Legal, o prêmio de Melhor Longa-Metragem pelo Júri Oficial foi para A Mulher sem Chão, dirigido por Auritha Tabajara e Débora McDowell. O longa Xingu, Nosso Rio Sagrado, de Ângela Gomes, conquistou o prêmio do Júri Popular. Entre os curtas, “Sukande Kasáká – Terra Doente” (NT), de Kamikia Kisedje e Fred Rahal, venceu pelo Júri Oficial, enquanto “Mucura” (RO), dirigido por Fabiano Barros, recebeu o prêmio do público.

A programação também destacou produções dirigidas por mulheres na 3ª Mostra Amazonas do Cinema. O curta “Quem Quer?” (PA), de Célia Maracajá, venceu como Melhor Curta-Metragem pelo Júri Popular, enquanto A Vida Secreta dos Meus Três Homens, também dirigido por Letícia Simões, recebeu o prêmio de Melhor Longa-Metragem pelo Júri Popular.

Na 3ª Mostra de Videoclipes e Videoartes, o videoarte “Didibuísmos” (PA), dirigido por Marise Maués, venceu nas categorias de Melhor Videoarte pelo Júri Oficial e Júri Popular. O videoclipe “Corra!” (PA), de Kalika, recebeu o prêmio do Júri Oficial, enquanto “Monalisa” (MA), de Frimes, venceu pelo voto popular. A produção “Madalena”, da artista Malena, recebeu Menção Honrosa.

O festival também premiou produções estudantis na Mostra Primeiro Olhar – Rios das Memórias. O curta “A Fundação de Joanes – Vila de Joanes” conquistou os prêmios de Melhor Curta-Metragem pelo Júri Oficial e pelo Júri Popular, enquanto “Escola Bosque – 30 anos”, da Ilha de Caratateua, recebeu Menção Honrosa.

Durante o encerramento, a coordenadora do festival, Zienhe Castro, destacou a consolidação do evento como espaço de fortalecimento do audiovisual amazônico. “Hoje é uma noite muito especial, de celebração das obras, dos realizadores e também das parcerias que ajudam a fortalecer o nosso cinema amazônico”, afirmou.

A 11ª edição do Amazônia FiDoc contou com patrocínio da Petrobras, por meio da Lei Rouanet, Ministério da Cultura e Governo Federal, além do apoio do Governo do Pará, Sesc Pará, Fórum dos Festivais e Mistika. A realização é da Z Filmes e do Instituto Culta da Amazônia.