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Coluna do Estadão: 'Dark Horse' previu multa de R$ 1 milhão por vazamentos

A produção contou com a presença "discreta" dos irmãos Flávio Bolsonaro e Carlos Bolsonaro

Estadão Conteúdo

Os bastidores de Dark Horse, sobre a vida do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), tiveram situações incomuns para o mercado audiovisual brasileiro. Uma delas foi a previsão em contrato de multa de R$ 1 milhão em caso de vazamento de informações sobre o filme. Segundo relatos feitos à Coluna por integrantes da equipe, era proibido tirar fotos no set de filmagem, a figuração era "fortemente revistada" e não podia entrar com celulares nos locais de gravação. A produção contou com a presença "discreta" dos irmãos Flávio Bolsonaro e Carlos Bolsonaro. Eles estiveram no local apenas uma vez, no dia da gravação da cena em que Adélio Bispo, que deu a facada em Bolsonaro durante a campanha de 2018, é levado para a delegacia. Procurados, Flávio e Carlos não responderam.

CLIMA... O ator Jim Caviezel, que interpreta Bolsonaro na produção, quase desistiu de fazer o filme por medo de ser assassinado, e passou a exibir comportamento "paranoico" durante as filmagens. Isso teria se acentuado com a morte do ativista conservador americano Charlie Kirk em 2025.

...TENSO. Segundo relatos, o ator não aceitava ficar longe de seguranças, descritos como "violentos" e que chegaram a ameaçar com faca um integrante da equipe técnica do filme. Em outro dia, um deles arrastou um figurante para fora do set por estar com o celular no bolso.

ATÍPICO. A equipe do filme, para o qual o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) pediu dinheiro ao banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Master, contou que a segurança não era feita por empresa, mas por policiais aposentados, o que gerou estranhamento nos participantes do longa-metragem.

INDEFERIDO. A Justiça Federal do Distrito Federal negou ontem um pedido para suspender o leilão bilionário de energia feito pelo governo Lula em março. A ação foi apresentada pela Associação Brasileira dos Sindicatos e Associações Representantes das Indústrias de Energias (Abraenergias), que alegou supostas irregularidades no certame.

FRÁGIL. O juiz Manoel Pedro Martins de Castro Filho, da 6.ª Vara Federal do Distrito Federal, afirmou que os dados apresentados pelo governo federal fragilizaram os argumentos da entidade. Na última semana, o magistrado já havia rejeitado um pedido para paralisar o megaleilão.

TITÃS. O leilão abriu uma disputa bilionária entre gigantes do setor elétrico. O certame teve entre os vencedores a Eneva, que pertence ao BTG, de André Esteves; a Âmbar Energia, dos irmãos Batista; e a Petrobras, controlada pelo governo.

SENTENÇA. O Abbraccio, rede de restaurantes da holding do Outback, foi condenado pelo Tribunal Superior do Trabalho a indenizar em R$ 4 mil uma garçonete vítima de racismo de um cliente, que a xingou de "macaca". O caso aconteceu em 2021 no Rio de Janeiro. A Corte apontou negligência da empresa ao não intervir no episódio nem acionar as autoridades contra o agressor.

OUTRO LADO. Procurado, o Abbraccio negou ter sido negligente e afirmou ter recebido o caso com "indignação e tristeza". A empresa disse repudiar "veementemente qualquer ato de racismo".

PRONTO, FALEI!

Leandro Gabiati Diretor da Dominium

"Com o caso Master em aberto e acumulando estragos em uma campanha presidencial, qualquer previsão política corre risco de ser atropelada pela realidade."

CLICK

Odair Cunha Ministro do TCU

Ao lado do presidente Lula e do presidente do Tribunal de Contas da União, Vital do Rêgo, ex-deputado federal do PT tomou posse ontem na Corte de Contas.

(Roseann Kennedy, com Eduardo Barretto, interino, e Leticia Fernandes)