Coluna do Estadão: Celina Leão resiste à ideia de vender BRB, mas mercado tem interesse no banco
O futuro do Banco de Brasília (BRB) esbarrou na seguinte encruzilhada: as limitações fiscais do governo do Distrito Federal e as ambições eleitorais de sua atual mandatária. Enquanto o setor financeiro consolida a visão de que a venda é o único caminho para evitar o colapso da instituição, a governadora Celina Leão (PP) rechaça a ideia. O temor da governadora é que o selo de "privatizadora" custe sua reeleição. Contudo, surge um novo cálculo entre agentes econômicos e políticos: o risco da liquidação. Se a privatização é impopular, o fim do banco e o prejuízo direto a correntistas e servidores seriam, nas palavras de interlocutores, o "enterro definitivo" da candidatura de Celina. A mensagem já chegou ao gabinete da governadora.
INTERESSE. A despeito da crise de gestão, em razão principalmente das negociações com o Banco Master, o BRB ainda é visto como valioso. Integrantes do setor financeiro avaliam que, se fosse colocado à venda hoje, o banco atrairia interessados rapidamente.
ATRATIVOS. Esses interlocutores observam, por exemplo, que o BRB tem uma carteira de clientes com base fiel de servidores públicos e possui ativos estratégicos, com presença dominante no mercado imobiliário e de crédito consignado no DF.
NEGATIVA. "Essa é uma questão superada. O BRB não será nem privatizado nem liquidado", disse Celina à Coluna. Ontem, a governadora pediu socorro ao governo do presidente Lula para cobrir o rombo da instituição financeira. Ela quer que a União aprove a garantia para um empréstimo de R$ 6,6 bilhões junto ao Fundo Garantidor de Crédito (FGC).
SÓ REZANDO. O advogado-geral da União, Jorge Messias, sabe da dificuldade que enfrenta para ser aprovado para uma vaga no Supremo Tribunal Federal hoje. Desde segunda-feira, avisou aos amigos estar em jejum e oração.
AVISO... Senadores da oposição passaram a adotar a seguinte retórica para tentar derrubar a indicação de Messias para o STF: rejeitar o nome do atual chefe da AGU seria como fazer o impeachment possível de um ministro do STF, diante da crise de reputação que vive a Corte. Esse é um dos recados que o Senado pode dar no momento, na avaliação dos parlamentares.
...AOS NAVEGANTES. Outro argumento é de que barrar o nome de Messias também é dar uma resposta à sociedade. Há ainda um recado para Lula, de que ele está enfraquecido com o Congresso e não tem cacife para aprovar mais um nome para a Corte.
SABER. Ciente de que segurança pública será um dos temas centrais desta eleição, a Fundação Perseu Abramo, braço teórico do PT, fará o curso online "Segurança, cidadania e democracia" em maio para dirigentes e militantes da legenda. A primeira aula vai tratar dos "desafios da esquerda sul-americana".
AULAS. Como mostrou a Coluna, a instituição já tinha feito outro treinamento em 2025 para ensinar os petistas a dialogar melhor com os evangélicos. Ou seja, uma tentativa de fortalecer o partido onde ele tem dificuldades nesta eleição.
PRONTO, FALEI!
Arcélio Junior Presidente da Fenabrave
"Ao validar por unanimidade a Lei Renato Ferrari, o STF garantiu estabilidade e segurança jurídica para o setor automotivo, um dos mais dinâmicos do País."
CLICK
Iza Arruda Deputada federal (MDB-PE)
Coordenadora-geral do Observatório Nacional da Mulher na Política, Iza participou de evento sobre presença feminina na Câmara dos Deputados.
(Roseann Kennedy, com Eduardo Barretto, Leticia Fernandes e Isadora Duarte)