MENU

BUSCA

Cena Bis: 'Donas da Rua' realiza primeiro evento na Praça do Carmo, em Belém

Veja imagens dos frequentadores da roda de samba

O Liberal

Neste domingo (17), a Praça do Carmo recebeu a primeira edição do projeto cultural “Donas da Rua”, com programação gratuita no centro histórico de Belém. A iniciativa de trabalhadoras ambulantes, organizadas para promover música e lazer na capital paraense, iniciou há cerca de cinco anos a partir de rodas de samba em feiras e espaços públicos da capital, mas evoluiu agora para um evento de maior porte, comandados totalmente pelas pequenas empreendedoras e voltado à ocupação cultural e geração de renda.

O evento atraiu muita gente na tarde de domingo e foi gerido pelas ambulantes Adriana Nunes, Selma Sousa, Regina Nascimento e Adriely Brito, com foco na criação de um ambiente de trabalho feminino, no fortalecimento da autonomia financeira e no incentivo ao empreendedorismo, além de contribuir para a revitalização da Praça do Carmo e arredores.

Segundo as organizadoras, a construção do evento partiu de experiências anteriores em iniciativas culturais de rua e da necessidade de ampliar espaços de atuação para mulheres, após dificuldades enfrentadas em áreas ocupadas por comerciantes e bares, o que levou à criação de um formato próprio de evento.

A programação contou com bazar, feira de gastronomia e atrações musicais, como o Pagode das Meninas, grupo formado exclusivamente por mulheres, além do grupo Nosso Tom e do Papo de Segunda, que integraram a agenda cultural da primeira edição do projeto.

“Para este evento a gente pensou em todo mundo. Pensamos em quem vai almoçar na praça, na mãe que vem brincar com as suas crianças, por isso colocamos a área kids e a praça de alimentação. Tem a música também, ou seja, de forma geral, todo mundo consegue aproveitar um pouquinho de cada. Vamos ter o brechó e a lojinha ‘Donas da Rua’, que é uma novidade. Como disse, é um espaço pensando em todo mundo”, diz Adriana Nunes.

“Nessa nossa primeira edição demos visibilidade para as mulheres; dentro desse projeto, 100% são mulheres. Nestes ramos a gente esbarra com muita dificuldade de encontrar um lugar, um espaço bom para que a gente possa vender. Esse projeto é o primeiro que vai ter uma rotatividade de mulheres ambulantes trabalhando. A gente tem essa primeira remessa e, na próxima, a gente vai encontrar outros lugares para dar essa oportunidade para as outras mulheres”, finaliza Adriely Brito.