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Belém sediará Amazônia FiDoc 2026, com inscrições abertas para cineastas até esta terça (20)

Mais de 800 filmes já foram inscritos entre longas e curtas de ficção e documentários de todo o território pan-amazônico

O Liberal

O 11º Festival Pan-Amazônico de Cinema – Amazônia FiDoc abriu o período de inscrições para cineastas de nove países da região. Realizadores de Brasil, Peru, Colômbia, Equador, Venezuela, Bolívia, Guiana, Suriname e Guiana Francesa podem submeter filmes de curta ou longa-metragem até o dia 20 de janeiro. O evento, que exibe e premia produções cinematográficas, ocorrerá entre 28 de abril e 06 de maio de 2026, em Belém e cidades ribeirinhas.

A 11ª edição do Amazônia FiDoc conta com o patrocínio da Petrobras, por meio da Lei Rouanet de Incentivo a Projetos Culturais, do Ministério da Cultura e do Governo Federal do Brasil. O apoio cultural vem do Governo do Estado do Pará, Sesc-Pará, Fórum dos Festivais e da Prefeitura de Belém. A realização e produção são da Z Filmes e do Instituto Culta da Amazônia.

O festival, que já integra o calendário cultural paraense, teve suas datas alteradas. O deslocamento foi motivado pela realização da COP-30 e outras mostras de cinema que chegaram a Belém após o encontro internacional.

Festival reflete atenção global pela Amazônia

Esta edição do evento surge em um momento de crescente atenção mundial à Amazônia. Após a COP, a região ocupa o centro de debates sobre clima, cultura, sustentabilidade e futuro. Este cenário também se reflete no reconhecimento do cinema amazônico.

Produções recentes da região têm recebido prêmios em festivais nacionais e internacionais. Entre elas, destacam-se “Noites Alienígenas”, de Sérgio de Carvalho; “O Barulho da Noite”, de Eva Pereira; “Mestras”, de Aíla e Roberta Carvalho; e o curta “Boiuna”, de Adriana de Faria. Estas obras reafirmam a potência criativa local.

Condições de participação e premiação em dinheiro

Estão aptas a participar da competição obras de ficção, documentário ou animação. Os filmes devem ter sido finalizados a partir de 1º de agosto de 2024. Não podem ter sido exibidos em circuito comercial ou em outros eventos em Belém, nem explorados comercialmente no Brasil.

Os filmes serão avaliados por uma comissão de seis curadores profissionais. Eles direcionarão os selecionados à mostra mais adequada, considerando a linguagem e requisitos artísticos e técnicos.

Serão realizadas duas Mostras Competitivas Pan-Amazônicas e duas Mostras Competitivas da Amazônia Legal. Uma mostra será para curtas e média-metragens (filmes de até 51 minutos) e outra para telefilmes/longa-metragem (filmes com no mínimo 52 minutos).

Uma grande novidade desta 11ª edição é o retorno da premiação oficial em dinheiro. Serão quatro prêmios, além do Troféu Amazônia FiDoc nas categorias de melhor curta e melhor longa da Pan-Amazônia e da Amazônia Legal.

O total da premiação é de R$ 30 mil, distribuídos em quatro categorias. Dois prêmios de R$ 10 mil serão para cada longa e dois prêmios de R$ 5 mil para cada curta, indicados pelo júri oficial.

Missão e histórico do Festival Pan-Amazônico

Criado em 2009, o Festival Pan-Amazônico de Cinema – Amazônia FiDoc tem como missão democratizar o acesso à cinematografia amazônica. Além disso, busca ampliar a visibilidade de produções de fora dos grandes centros. Promove o cinema como ferramenta de impacto social, formação, memória e reflexão crítica.

Desde sua primeira edição, o festival ganhou amplitude e relevância. Já soma quase 60 mil espectadores, exibiu 700 filmes (documentários e ficções) e convidou mais de 150 artistas.

Entre os nomes que participaram, destacam-se:

  • Jean Claude Bernadet
  • Adrian Cowell
  • Veronica Córdoba
  • Nora Izcue
  • Silvio Darin
  • Murilo Sales
  • Marta Rodrigues
  • Susanna Lira
  • Maya Da-Rin
  • Graciela Guarani
  • Erick Rocha
  • Sérgio Carvalho
  • Aurélio Michillis
  • Davi Kopenawa

O evento também ofereceu cerca de 60 oficinas e centenas de sessões educativas e de democratização gratuitas.

Visão da diretora Zienhe Castro

À frente do Amazônia FiDoc está a cineasta e produtora Zienhe Castro, fundadora da Z Filmes. Ela é reconhecida como uma das principais articuladoras do audiovisual no Pará, com atuação nacional e internacional.

Zienhe Castro desempenha um papel fundamental na construção de redes, na formação de novos realizadores e na defesa de políticas públicas para o cinema amazônico. Para ela, o Amazônia FiDoc é mais que uma iniciativa cultural, é um gesto político.

“Seguimos pensando o cinema como território fecundo de interlocução entre os países pan-amazônicos e acreditando profundamente na sua capacidade de tradução da complexidade desse território. Nos últimos anos, começamos a colher os frutos da democratização do acesso aos recursos públicos para produção cinematográfica nos diversos Brasis e esse é um momento inédito, muito especial. A floresta precisa ser ouvida, e o Amazônia FiDoc é um canal para que essa escuta aconteça com sensibilidade e verdade”, afirma a diretora.

Ela conclui que “o patrocínio da Petrobras amplia significativamente o alcance, a estrutura e o impacto do evento. O aporte permite fortalecer a convocatória, a premiação em dinheiro, as ações formativas e a circulação das obras, reafirmando o compromisso com a valorização do cinema produzido nas diversas Amazônias e com a democratização do acesso à cultura”.

Serviço

11ª edição do Amazônia FiDoc – Festival Pan-Amazônico de Cinema
Inscrições e regulamento: https://filmfreeway.com/AmazoniaFiDoc
Data: até o dia 20 de janeiro de 2026