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Baile dos Artistas reverencia obra de Lia Sophia, Kim Marques e outros nomes das artes da Amazônia

Evento ocorre em sua 42ª edição nesta sexta (13), a partir das 21h, na Sede Campestre da Assembleia Paraense, em Belém

Eduardo Rocha

Em uma grande festa organizada para a confraternização de quem produz cultura no Estado do Pará, na Amazônia, o Baile dos Artistas chega a sua 42ª edição nesta sexta-feira (13), em Belém. Esse congraçamento da classe artística paraense vai ter lugar na Sede Campestre da Assembleia Paraense, a partir das 21h, em uma promoção dos produtores culturais Rose Marie e Agenor Del Valle (ambos na direção geral do evento),  coordenação e produção geral de Laisa Gomes e realização d Grupo T.E.M de Teatro (promotor do Baile). Entre os homenageados da noite, o destaque vai para dois nomes da música do Pará: Lia Sophia, como Rainha dos Artistas 2026, e Kim Marques, como Príncipe Consorte 2026. 

A programação contará com apresentações musicais de Sambloco, Rhenan Sanches e DJ Biro Mix. Rose Marie, da coordenação do evento, explica que além da Rainha dos Artistas e do Príncipe Consorte, o Baile dos Artistas também presta homenagens a outros 115 artistas, personalidades e profissionais que contribuem para o desenvolvimento da cultura e das artes no Pará. Ela ressalta que Lia Sophia “possui uma trajetória consolidada, levando a música amazônica para diversos palcos do Brasil e do exterior, sempre valorizando as sonoridades e referências culturais da nossa região”. Sobre Kim Marques, destaca: “Kim é um compositor e intérprete muito respeitado, com uma carreira marcada por importantes contribuições à música popular paraense”.

Força criativa 

“Recebo este título com muita alegria e com um profundo sentimento de pertencimento à classe artística paraense. Ser coroada Rainha do Baile dos Artistas representa, para mim, celebrar a trajetória de tantos artistas que ajudam a construir a identidade cultural da nossa região. É também uma oportunidade de reafirmar a importância da arte como força criativa, de resistência e de transformação social. Fico muito honrada em representar essa diversidade de talentos que temos no Pará”, declara a cantora e compositora Lia Sophia.

Lia é um nome de destaque na música paraense. A carreira fonográfica começou em 2005, com o lançamento do seu primeiro álbum. “Se contarmos a partir daí, são 21 anos de trajetória na música. Ao longo desse período, lancei seis álbuns, além de singles, videoclipes e um DVD. Também tenho dezenas de composições autorais, muitas delas gravadas por mim e outras interpretadas em diferentes projetos. Cada trabalho representa um momento da minha pesquisa musical e da minha relação com os ritmos e as histórias da Amazônia”, ressalta a compositora.

Essa cantora diz que a música produzida na Amazônia tem como características marcantes a sua diversidade e a força de suas raízes culturais. 

“Aqui convivem influências indígenas, afro-amazônicas, ribeirinhas e urbanas, criando uma sonoridade muito própria. Ao mesmo tempo, é uma música que dialoga com o mundo, que se reinventa o tempo todo sem perder a conexão com o território, com os rios, com a floresta e com a vida das pessoas que habitam essa região. Acho que essa mistura de tradição e contemporaneidade é uma das maiores riquezas da nossa produção musical”, assinala Lia Sophia.

Suingue

O título de Príncipe Consorte deste ano está em boas mãos: o cantor e compositor paraense Kim Marques. “É uma alegria muito grande receber este convite para participar do Baile dos Artistas como Príncipe Consorte. É a confirmação de que tudo que nós fizemos durante a nossa vida pela nossa música do Estado do Pará como compositor, como cantor, como produtor, estava no caminho certo”, avalia o artista. 

“A gente acredita muito nisso hoje, com tudo que nós vivemos, pelo que a nossa música do Estado do Pará viveu e continua vivendo até hoje, desde 1995. Todas as mudanças, tudo, e a gente estava lá fazendo parte, ou seja, com carinho e ao mesmo tempo com uma gratidão muito grande é que a gente recebe esse convite para fazer parte do Baile dos Artistas 2026”, acrescenta Kim Marques.

Esse artista muito querido do público paraense tem 40 anos de carreira, com 12 álbuns, cinco projetos de audiovisual e mais 12 projetos de DVD.

Para Kim, o diferencial da música feita na Amazônia é a referência muito forte do Caribe, da música latina. “Então, o nosso próprio calypso, o nosso próprio brega, a nossa lambada, a nossa guitarrada, tudo isso é uma influência caribenha, uma influência muito africana, uma influência muito forte mesmo das raízes africanas”, assinala o compositor. 

Reconhecimento

Entre os artistas homenageados estão, pela Casa de Cultura e Flamenco Cassius de la Cruz: Victor Hugo, destaque na dança do ventre; Geisa Cecim, destaque na dança flamenca; Ana Flávia Mendes, destaque na dança cigana. “É maravilhoso receber esta homenagem. São 20 anos que eu danço flamenco e, desde 2024, ministro aulas na Casa de Cultura e Flamenco Cassius de la Cruz. Então, é o reconhecimento da minha trajetória com estudo e dedicação, e para a própria Casa que tem três professores sendo homenageados agora”, destaca a professora Geisa Cecim.

O Baile dos Artistas nasceu com o propósito de valorizar, reconhecer e dar visibilidade aos artistas, fazedores de cultura e personalidades que contribuem de forma significativa para a preservação, fortalecimento e projeção da cultura amazônica. O Baile foi idealizado e criado pelo saudoso teatrólogo, ator, diretor teatral e defensor da cultura no Pará, Alberto Teixeira Coelho Bastos, conhecido carinhosamente como Albertinho Bastos (1921–1998). A primeira edição do Baile dos Artistas ocorreu em 1984. 

Serviço:

42ª Baile dos Artistas

Em 13 de março de 2026, às 21h

Na Sede Campestre da Assembleia Paraense, 

na avenida Almirante Barroso, 4614, em Belém (PA)