Artistas do Pará e Galeria da UFPA são indicados pela Associação Brasileira de Críticos de Arte
O fotógrafo Luiz Braga concorre aos prêmios Clarival do Prado Valladares (destinado a artistas) e Paulo Mendes de Almeida (por melhor exposição)
Artistas plásticos e pesquisadores do Pará e a Galeria de Arte da Universidade Federal do Pará (GAU/UFPA), por sua Coleção Amazoniana, estão na lista de indicados ao prêmio da Associação Brasileira de Críticos de Arte (ABCA), divulgada nesta quinta-feira, 07. Segundo a instituição, as nomeações foram elaboradas pela diretoria a partir das indicações dos associados em um amplo processo interno de escuta coletiva. As 18 categorias da premiação são destinadas a artistas visuais, curadores, críticos, pesquisadores, gestores e instituições culturais que mais contribuíram para a cultura nacional em 2025.
O fotógrafo Luiz Braga concorre aos prêmios Clarival do Prado Valladares, que homenageia artistas por suas trajetórias, e Paulo Mendes de Almeida, por melhor exposição com “Arquipélago Imaginário”, que celebra os 50 anos de carreira do paraense. Destinado à curadoria de exposições, o Prêmio Maria Eugênia Franco indicou ainda Bitu Cassundé, também pela exposição de Luiz Braga, organizada pelo Instituto Moreira Salles.
Ainda como representante da fotografia paraense, Paula Sampaio, fotógrafa que atuou muitos anos no Grupo Liberal, está indicada na categoria Norte, como Destaque Regional, junto ao artista plástico Marcone Moreira, também paraense.
Os artistas paraenses Éder Oliveira, Lívia Condurú e o Projeto Memórias das Artes Visuais: Arte e Política, coordenado por John Fletcher, em Belém, concorrem respectivamente aos prêmios Mário Pedrosa, destinado a artista contemporâneo; Ciccillo Matarazzo; destinado a personalidade atuante no meio artístico; e Yêdamaria, criado para instituições, pessoas e projetos que promovam ações de impacto amplo em processos educativos e de mediação nos vários campos das artes, em espaços formais e não formais.
A Galeria de Arte da UFPA, GAU/UFPA, com a Coleção Amazoniana, está indicada ao Prêmio Emanoel Araújo, destinado ao reconhecimento de Coleção/Acervo/Conservação/Documentação histórica.
Entre os indicados ao Prêmio Mário de Andrade, destinado a crítico/a de arte, pela trajetória, está o professor Aldrin Moura de Figueiredo, professor e pesquisador da Faculdade de História e do Programa de Pós-Graduação em História Social da Amazônia da Universidade Federal do Pará (UFPA).
O processo final de votação será realizado de forma fechada e exclusiva entre os associados da ABCA, por meio de formulário online a ser enviado aos membros da entidade no dia 12 de maio. O resultado será divulgado no dia 22 de maio. A cerimônia de entrega do Prêmio ABCA 2026 acontecerá em 27 de agosto, no Teatro Antunes Filho, no SESC Vila Mariana, em São Paulo. A cerimônia contará com apresentação musical, homenagens especiais e coquetel no saguão do teatro após a entrega dos troféus. O evento é público e realizado em parceria com o SESC São Paulo.
Para reconhecer a contribuição para a cultura nacional de personalidades atuantes na área das artes visuais, a ABCA instituiu sua premiação anual em 1978. Todas as categorias da premiação possuem o nome de uma personalidade de contribuição reconhecida para a cultura e para as artes plásticas brasileiras. O troféu teve diferentes versões desde sua criação, sendo sempre idealizado por artistas renomados. Em 2026, será criado pela artista Mônica Ventura, conhecida por sua produção voltada às relações entre ancestralidade, corpo, e cosmologias pré-coloniais, em obras marcadas pela forte dimensão tridimensional e pelo interesse na materialidade, na construção e nos processos escultóricos.