11º Amazônia Fidoc: povos do território se veem em narrativas na tela do cinema
Festival tem exibição de 136 filmes, 6 mostras competitivas, 5 mostras especiais, 12 mesas de debate e 16 atividades formativas em Belém, com programação abrindo nesta terça (28),às 19h, no Theatro da Paz
É hora de a Amazônia se ver na telona para conferir como o cinema tem contado as histórias e desafios dos povos que vivem na maior floresta tropical do mundo e na maior bacia hidrográfica do planeta e em relação direta com esse bioma. A partir das 19h desta terça-feira (28), será aberto o Festival Pan-Amazônico de Cinema - Amazônia FiDoc em sua 11ª edição. A abertura ocorrerá no Theatro da Paz com a cerimônia oficial e sessão especial com cineastas convidados, apresentação de quarteto de cordas da Orquestra Paraense de Cinema com regência do maestro Gabriel Silva e exibição do filme-homenagem à Rainha do Carimbó Chamegado, o documentário “Dona Onete: Meu Coração Neste Pedacinho Aqui” (RJ), com direção de Mini Kerti e roteiro de Carolina Albuquerque e Victor Nascimento. Toda a programação é gratuita.
O festival vai contar com a exibição de 136 filmes, seis mostras competitivas, cinco mostras especiais (Infantil, Cinema Indígena, Cinema Negro, Retrospectiva Amazônia FiDoc, Especial Colômbia), 12 mesas de debate e 16 atividades formativas. O
Amazônia FiDoc reúne narrativas (filmes) da Amazônia Legal e da Pan-Amazônia e fortalece o intercâmbio entre realizadores, público e mercado. Esse evento cultural vem transformando Belém e também cidades ribeirinhas da região com pontos de encontro e vitrines da arte do cinema contemporâneo, envolvendo atrações até 6 de maio.
São obras do Acre, Amapá, Amazonas, Maranhão, Mato Grosso, Pará, Rondônia e Tocantins, e também do Peru, Colômbia, Venezuela, Bolívia, Equador, Guiana, Suriname e Guiana Francesa. Essa 11ª edição do festival conta com patrocínio da Petrobras, por meio da Lei Rouanet de Incentivo a Projetos Culturais, Ministério da Cultura e Governo do Brasil, com apoio cultural do Governo do Estado do Pará, Sesc-Pará, Fórum dos Festivais e Prefeitura de Belém. A realização e produção são da Z Filmes e do Instituto Culta da Amazônia.
Ao longo de nove dias, serão promovidas oficinas, mesas de discussão e atividades formativas, além de mostras associadas, como videoclipes, videoarte e o segmento "As Amazonas do Cinema", dedicado a filmes dirigidos por mulheres dentro da programação oficial. Ao todo, mais de 1.200 filmes foram inscritos nesta edição, entre curtas e longas de ficção, documentário e animação.
O público poderá acompanhar a programação do festival em seis mostras competitivas, que integram uma agenda mais ampla com três estreias do cinema paraense, a Colômbia como país convidado, a realização do 2º Fórum de Cinema das Amazônias, com 12 painéis, mesas e debates, além de 16 atividades formativas.
Os filmes selecionados concorrem ao Troféu Amazônia FiDoc e a prêmios em dinheiro que somam R$ 30 mil, distribuídos entre as categorias de melhor curta e melhor longa das mostras da Pan-Amazônia e da Amazônia Legal. A cerimônia de premiação será realizada no dia 6 de maio, às 19h, no Cine Líbero. Desde 2009, quando foi criado o Amazônia FiDoc já reuniu quase 60 mil espectadores, mais de 700 filmes exibidos e cerca de 150 convidados nacionais e internacionais, além de dezenas de oficinas e atividades formativas abertas ao público.
Cinematografia em várzea
"Destacamos o cenário vibrante e diverso de filmes da Amazônia Legal com participação nesta 11ª edição do festival. Também constatamos o aumento significativo na produção da região Norte do Brasil: a força e pujança dessa nova produção contemporânea do cinema brasileiro amazônida", destaca a cineasta e produtora Zienhe Castro, diretora do festival."Temos uma cinematografia que cresce a cada ano e que também traz temas relevantes, principalmente nos filmes documentais; e também inovação na linguagem, tanto da ficção como no documentário", complementa.
A partir desta quarta-feira (29), a programação se espalha por espaços como Cine Líbero Luxardo, Sesc Ver-o-Peso, Casa Sesi, Aliança Francesa de Belém, Museu da Imagem e do Som (MIS) e Casa das Artes, descentralizando as exibições e ampliando o acesso do público ao festival. A programação de filmes e atividades formativas pode ser acessada em: file:///C:/Users/eduardo_rocha/Downloads/programa%C3%A7%C3%A3o%202026%20digital%20(com%20cc).pdf e @amazoniafidoc.
Zienhe Castro destaca que o festival teve itinerância em três cidades do Arquipélago do Marajó: Cachoeira do Arari, Soure e Salvaterra, Vila de Joanes. O público vai conferir 136 obras de cineastas dos nove países que compõem a Amazônia, abordando temas da área ambiental, cultural, comportamental e outros, abordados em filmes documentários e ficcionais de vários formatos.
"A gente sempre teve como proposta trazer visibilidade para a cinematografia produzida nesse território pan-amazônico. Esse é o objetivo principal, é a gente revelar para o mundo que nós temos uma cinematografia amazônica", enfatiza Zienha. Ela detalha que os trabalhos trazem temática práticas e abordagens, questionamentos sobre o território, tanto do ponto de vista urbano quanto do ponto de vista dos questionamentos socioambientais sobre natureza, preservação, sobre floresta em pé, sobre identidade. Então, é um panorama bem extenso e plural".
Zienhe explica que o festival abrange vários estados do Brasil, até por ser o Brasil é um país pan-amazônico. O desafio de se fazer cinema na Amazônia e no Brasil e outros temas serão abordados ao longo da programação do festival. "A gente traz debates, diálogos, tem um fórum com várias pessoas de dentro desse território que laboram com esses debates e diálogos e questionamentos sobre política pública, sobre como fazer isso, formação de público, sobre tudo o que envolve a cadeia produtiva do cinema no Brasil e nos países vizinhos pan-amazônicos" completa Zienhe. No final do Amazônia FiDoc, que terá 40 cineastas em Belém, ocorrerá a premiação de trabalhos em várias categorias.
Serviço:
11º Festival Pan-Amazônico de Cinema – Amazônia FiDoc
Quando: de 29 de abril a 6 de maio
Abertura: 28 de abril, às 18h30, no Teatro da Paz
Locais: Cine Líbero Luxardo, Sesc Ver-o-Peso, Casa Sesi, Aliança Francesa de Belém, Museu da Imagem e do Som (MIS) e Casa das Artes
Entrada: gratuita
Inscrições para atividades formativas: link na bio de @amazoniafidoc
Realização e produção: Z Filmes e Instituto Culta da Amazônia.
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