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Manguezal representa diferentes formas de uso pela comunidade da região

O Liberal

Do ponto de vista da apropriação e uso dos recursos do manguezal ou dos serviços ecossistêmicos que ele oferece, Marcus Fernandes citou diferentes formas, como os mariscos, especialmente o caranguejo-uçá (Ucides cordatus), e a madeira, que serve para a construção de casas, movelaria, curral para criações de animais, lenha, etc...

Também destacou o uso da madeira do mangue branco (Laguncularia racemosa) para a construção de currais de pesca. São usadas milhares de varas, podendo, de acordo com a necessidade de manutenção desses currais, tornar-se uma atividade bastante predatória, caso não sejam observadas as boas práticas de uso. Sob o ponto de vista dos serviços ecossistêmicos que os manguezais oferecem, existem os de regulação/suporte: regulação climática, de doenças, biológica, de danos naturais, regulação e purificação da água e polinização, formação do solo, produção de oxigênio, ciclagem de nutrientes e produção primária.

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Há ainda serviços de provisão (abastecimento): alimentos, água, madeira para combustível, fibras, bioquímicos e recursos genéticos. E serviços culturais: ecoturismo e recreação, espiritual e religioso, estético e inspiração, educacional, senso de localização e cultural.

Localizados entre a terra e o mar, os manguezais servem a ambos sob vários aspectos. Com relação à terra, podem ser áreas de refúgio, alimentação e até de reprodução para a fauna típica da terra firme (das florestas). Serve de corredor ecológico entre áreas ou sistemas diferentes usados por essa fauna típica das florestas. “Da mesma forma, serve de barreira para diminuir a força dos eventos catastróficos, como tsunamis, furacões, evitando, dessa forma, a destruição das florestas continentais ou mesmo as comunidades tradicionais que vivem no entorno do manguezal. É relevante ainda para evitar a erosão do terreno pela ação intermitente das ondas”, afirmou.

(Divulgação / Itamambuca Eco Resort)

Em Bragança, a equipe coordenada por Marcus Fernandes trabalha nas mais diferentes frentes. O foco inicial sempre foi no ambiente, tentando entender as interações ecológicas que existem no manguezal, interações da fauna e flora, da biodiversidade com o sedimento, sua relevância no contexto do sequestro de carbono e das emissões dos gases de efeito estufa, além das propriedades da madeira para melhor orientar as boas práticas de uso das poucas espécies de árvores disponíveis nas florestas de mangue.

Da mesma forma, acrescentou, também pesquisam o uso dos recursos pesqueiros (especialmente do caranguejo-uçá), que é chave para as comunidades tradicionais estuarino-costeiras. “Trabalhamos em diferentes direções que envolvam as questões ambientais, sociais, econômicas e culturais da chamada civilização do mangue. Atualmente, meu grupo desenvolve o projeto Mangues da Amazônia (financiado pela Petrobras Socioambiental e executado pelo Instituto Peabiru e Associação Sarambuí), cujos aspectos socioambientais estão em foco, como a sobrepesca do caranguejo-uçá, o corte da madeira do mangue branco para fazer currais de pesca, e temáticas relativas à educação ambiental envolvendo crianças, adolescentes e adultos, além dos trabalhos relativos às questões psicossociais e de assistência social”, concluiu.

Reportagem
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