Rodolfo Marques

Rodolfo Silva Marques é professor de Graduação (UNAMA e FEAPA) e de Pós-Graduação Lato Sensu (UNAMA), doutor em Ciência Política (UFRGS), mestre em Ciência Política (UFPA), MBA em Marketing (FGV) e servidor público (Poder Judiciário do Pará)

Na semana da pátria, a Amazônia ganha protagonismo e precisa de soluções

Rodolfo Marques

Neste dia 7 de setembro, comemora-se a independência do Brasil (197 anos) e o tema que continua protagonizando os debates políticos é o da Amazônia, principalmente sobre sua autonomia de gestão a partir dos problemas registrados nas últimas semanas com os focos de incêndio e queimadas.

Nesse contexto, o governador do Pará, Helder Barbalho (MDB), vem ganhando um certo destaque, sendo um dos principais líderes políticos e interlocutores a respeito do tema e tratando com todos os stakeholders do processo. Ele inclusive chegou a conceder uma entrevista esclarecedora no canal de TV por assinatura Globo News, na quarta-feira (04.09.19). Helder Barbalho e os demais governadores da região amazônica têm se mobilizado para buscar apoio do governo federal para o enfrentamento do problema e de processos preventivos.

No âmbito nacional, três fatos chamaram a atenção. Em primeiro lugar, o anúncio de resultados de pesquisas que mostraram a queda gradativa de prestígio de Jair Bolsonaro (PSL) junto à opinião pública. O Datafolha divulgou dois dados relevantes na coleta de dados feita no final do mês de agosto: o ministro da Justiça e Segurança Pública e ex-juiz federal Sérgio Moro continua sendo o político de maior relevância dentro do governo, sendo aprovado por 54% dos entrevistados, enquanto que 29% dos brasileiros apoiam o presidente da República; na mesma pesquisa, a reprovação a Jair Bolsonaro chegou à marca dos 38%, resultado muito alto para tão pouco tempo de gestão – 8 meses. Esse cenário pode motivar Bolsonaro a tecer novas críticas e/ou retirar ainda mais poderes de Moro, com vistas ao processo eleitoral de 2022.

Outro ponto importante foi a indicação de Augusto Aras para ser o novo procurador-geral da República. O mandato da atual chefe do Ministério Público Federal, Raquel Dodge, termina no próximo dia 17 de setembro – e havia grande expectativa pela escolha por parte de Jair Bolsonaro. Rompendo a tradição das últimas duas décadas, o presidente da República optou por uma escolha mais ideológica, com um nome fora da lista tríplice feita pela própria categoria dos procuradores federais. O nome de Aras ainda precisará ser aprovado pelo Senado Federal para a confirmação da nomeação. Tal movimento do presidente da República vem sendo observado como mais um desrespeito de Bolsonaro às instituições brasileiras.

Por fim, no Congresso Nacional, a Reforma da Previdência continua caminhando, desta vez com a aprovação da Comissão de Constituição e Justiça do Senado. Quanto à Lei do Abuso de Autoridade, Bolsonaro sancionou a norma com vetos a 36 dos 108 itens aprovados pelo Congresso. Agora, caberá ao Legislativo Federal manter ou derrotar a decisão presidencial.

O cenário indica que, uma vez mais, é necessário fazer política para dirimir conflitos e, principalmente, mitigar erros dentro do contexto da gestão pública. É o que a sociedade espera de seus gestores, sempre. De forma republicana e independente.

Rodolfo Marques
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