Ressaca pós-prova: quando a prova acaba, mas a ansiedade continua
Depois de meses — às vezes anos — de estudo intenso, o grande dia da prova chega. E, quando passa, o que fica não é apenas o alívio, é um vazio estranho. Uma mistura de cansaço físico, mente exausta e uma sensação difícil de explicar: a chamada “ressaca pós-prova”.
Mesmo quando o gabarito sai rapidamente, a incerteza permanece. Você calcula, refaz contas, compara respostas, mas sabe que sua nota não depende só de você — depende do desempenho dos outros candidatos, depende da nota de corte, depende da média das notas dos concorrentes. Quando há prova discursiva, a espera é ainda mais longa e cheia de incertezas. E, nesse intervalo, a mente oscila entre confiança e dúvida.
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Outro fator que potencializa a ansiedade do candidato no período pós-prova é a pressão externa. Pessoas ao seu redor sabem que você fez a prova e, inevitavelmente, perguntam: “E aí, passou?”. Mas você ainda não sabe, e, muitas vezes, nem tem como saber. Há amigos e familiares que por respeito e bom senso não perguntam nada, mas até mesmo esse silêncio aflige o concurseiro.
Há também situações de lançamento de um novo edital que interessa ao candidato. E muitas vezes ele se vê diante de um dilema: descansar ou retomar? Pausar ou seguir? Mas o cansaço e a exaustão são fatores prejudiciais ao bom desempenho nos estudos e até mesmo à saúde física e mental do concurseiro. Por isso, o candidato deve ter em mente que esse período também exige organização, planejamento e uma boa administração de todos os fatores envolvidos, e, muitas vezes uma pausa estratégica é ferramenta de sobrevivência.
Diante disso, algumas atitudes podem fazer toda a diferença: tire um tempo de descanso consciente, uma semana pode ser suficiente para recuperar a energia mental; retome a rotina com leveza, sem cobrança excessiva nos primeiros dias; mantenha ou inclua atividade física ou momentos de lazer — eles ajudam a reorganizar a mente; evite revisitar a prova de forma obsessiva, isso não muda o resultado, mas aumenta a ansiedade; reorganize seus materiais e atualize seus objetivos com base no próximo passo, e, se possível, já tenha um “plano B” de edital para não depender emocionalmente de um único resultado.
Mais do que tudo, é preciso lembrar: sua trajetória não se resume a uma prova. O ideal é seguir estudando até a nomeação — mas isso não significa ignorar seus limites. A ressaca pós-prova é real, mas ela também passa. E, quando passa, quem retoma com consistência consegue alcançar bons resultados.
Deise Arakaki, Juíza Leiga do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, fala das vantagens do cargo.
Para inspirar quem é bacharel em Direito e está se preparando para concursos do Poder Judiciário, a coluna entrevistou Deise Arakaki, aprovada no concurso como Juíza Leiga do TJRJ.
Arakaki deu as seguintes orientações:
- O cargo de Juiz Leigo pode ser encarado como um degrau para quem está visando outras aprovações na área jurídica. O aprovado não está impedido de advogar, aproveita a experiência no cargo para aprimorar os estudos e a aprovação ainda serve como título para outros concursos jurídicos;
- O concurso para Juiz Leigo exige muito conhecimento em jurisprudência atualizada.
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