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Concursos públicos em ano eleitoral: 2026 não é um ano perdido

Karina Jaques

Ano eleitoral costuma gerar incertezas entre concurseiros. A cada eleição, surge o mesmo receio: “vale a pena estudar?” ou “os concursos vão parar?”. A resposta, à luz da legislação eleitoral e das orientações do Tribunal Superior Eleitoral, é clara: 2026 é, sim, um ano estratégico para quem quer aprovação.

A Lei 9.504/1997, conhecida como Lei das Eleições, estabelece no art. 73, inciso V, uma vedação específica à Administração Pública: é proibida a nomeação, contratação ou admissão de pessoal nos três meses que antecedem o pleito e até a posse dos eleitos, salvo exceções legais. Essa regra existe para preservar a isonomia do processo eleitoral e evitar o uso da máquina pública com fins políticos.

Mas, atenção ao ponto que muitos ignoram: a vedação é temporária e limitada. Não se trata de um “ano inteiro perdido”. Se considerarmos que as eleições ocorrem, tradicionalmente, no primeiro domingo de outubro — que, em 2026, recai em 4 de outubro — o período de restrição começa em 4 de julho de 2026. Antes disso, a Administração pode agir normalmente.

Além disso, concursos homologados antes do início da vedação podem gerar nomeações, inclusive durante o período eleitoral. A lei restringe a admissão nova no período crítico, mas não anula concursos nem impede todo o funcionamento da máquina administrativa.

Na prática, isso significa duas coisas muito objetivas para quem estuda:


1) Editais podem ser publicados, provas realizadas e concursos homologados ao longo do ano;

2) Para quem ainda aguarda o edital, os meses que antecedem o período vedado são o tempo ideal para construir uma base sólida de estudo.

Ano eleitoral não é ano de pausa. É ano de preparação estratégica. Quem entende o calendário e a lei sai na frente — e chega mais perto da nomeação quando ela vier.

SEFA-PA aposta em TI e Fluência em Dados: professor Edilson Alves explica o que esperar da prova

Para auxiliar quem está se preparando para a prova da Sefa-PA, a coluna entrevistou Edilson Alves, professor de Informática e Tecnologia da Informação.

Segundo Alves:     

  1. O candidato deve atentar para assuntos que são necessários para a carreira fiscal;     
  1. O candidato deve treinar questões Fadesp e de outras bancas similares.

Para acessar a íntegra da entrevista, aponte a câmera do seu celular para o QR code que está na coluna O Liberal Concursos e nos siga nas redes sociais @oliberal e @professorakarinajaques.

 

 

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