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Concurso público: Quando as redes sociais desviam a rota da sua aprovação

Karina Jaques

“Excesso de navegação nas redes sociais pode fazer o seu barco da aprovação se perder no mar dos concursos públicos".

A frase metafórica parece simples, mas traduz um problema cada vez mais comum entre concurseiros: a dificuldade de manter o foco em meio ao bombardeio de informações das redes sociais.

As redes podem, sim, ser ferramentas úteis. Elas informam sobre editais, cronogramas, técnicas de estudo e até servem como fonte de motivação. O problema começa quando deixam de ser instrumento e passam a comandar a rotina do candidato.

Um dos maiores riscos é a comparação. Ao ver aprovações, rotinas de estudo aparentemente perfeitas ou relatos de alto desempenho, muitos candidatos passam a medir sua trajetória pela régua dos outros. Esquecem que cada pessoa tem uma realidade, um tempo disponível, uma base anterior e um ritmo de aprendizagem diferente.

Outro perigo é a dispersão. Cinco minutos para “dar uma olhada” no celular podem facilmente se transformar em uma hora consumida por vídeos curtos, notícias irrelevantes e conteúdos aleatórios. Tempo que poderia ser convertido em revisão, leitura de lei seca ou resolução de questões.

Há ainda um problema silencioso: o consumo excessivo de materiais. Um curso novo, uma mentoria diferente, mapas mentais de vários professores, PDFs de diversas plataformas, videoaulas de fontes múltiplas. Na tentativa de não perder nada o candidato acaba se afogando em conteúdo. Compra muito, consome pouco e consolida menos ainda.

Em concursos públicos, mais importante que quantidade é consistência. Aprovação costuma vir de repetição, revisão e aprofundamento — não de acúmulo desordenado.

Por isso, vale adotar algumas bússolas: limitar o tempo nas redes, silenciar perfis que geram ansiedade, escolher bons materiais e resistir à tentação de mudar de estratégia a cada nova postagem.

No mar dos concursos, informação em excesso também pode desorientar o navegante. Quem chega ao destino não é quem navega mais, mas quem mantém a rota.

Michelli Guidolini alerta para os inimigos invisíveis que podem tirar o concurseiro da rota da aprovação

Para auxiliar quem está se preparando para concursos e quer seguir uma rota mais certeira, a coluna entrevistou Michelli Guidolini, Professora, Mentora e Analista Judiciária do Tribunal de Justiça do Pará.

Ela fala sobre os inimigos da aprovação e inclui entre eles o “excesso de redes sociais”.

Segundo Guidolini:     

  1. O concurseiro precisa organizar sua rotina de estudo e cumpri-la com compromisso;
  2. O concurseiro deve perceber e superar seus medos, principalmente o Medo do Sucesso.

Para acessar a íntegra dessa e de outras entrevista, basta entrar na página de O Liberal Concursos no Youtube e nos siga nas redes sociais @oliberal e @professorakarinajaques.