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Concurso em ano de eleição: mitos, estratégias e oportunidades

Karina Jaques

Entre os concurseiros, ainda persiste a ideia de que eleições travariam concursos públicos. Esse mito, além de impreciso, pode custar caro. A legislação eleitoral não impede a realização de concursos, a publicação de editais ou a aplicação de provas. O que existe são restrições pontuais, especialmente quanto à nomeação de servidores nos meses que antecedem o pleito, como forma de preservar a igualdade entre candidatos no processo eleitoral. Ainda assim, essas limitações são temporárias e não inviabilizam o andamento dos certames — muitos seguem normalmente, com fases avançando e resultados sendo homologados.

Na prática, o que se observa é o oposto do senso comum: anos eleitorais frequentemente mantêm um bom volume de editais, sobretudo porque a Administração Pública precisa dar continuidade aos serviços e recompor seus quadros. Além disso, há concursos já autorizados, com comissão formada ou edital iminente, que simplesmente não deixam de existir por causa do calendário político.

Mas há um ponto ainda mais estratégico — e pouco falado: o comportamento dos concorrentes. Em anos como este, marcados não só por eleições, mas também por grandes eventos como a Copa do Mundo, muitos candidatos perdem ritmo. Distraem-se, flexibilizam a rotina, adiam o estudo “para depois”. É justamente nesse cenário que surge a maior oportunidade. Enquanto muitos desaceleram, você pode avançar.

Manter constância, disciplina e um plano de estudo bem estruturado em um período de dispersão geral é um diferencial competitivo enorme. Não se trata apenas de estudar mais, mas de estudar melhor e com regularidade, acumulando vantagem dia após dia.

A aprovação não acontece em um único momento. Ela é construída silenciosamente, nas horas em que você decide continuar — mesmo quando outros param. Se você sustentar seu ritmo ao longo deste ano, é absolutamente possível encerrar o ciclo não apenas mais preparado, mas principalmente aprovado. O ano eleitoral não é um obstáculo. Para quem entende o jogo, ele pode ser o cenário ideal para vencer.

Professora Raquel Tinoco esclarece os mitos e verdades sobre concursos em ano eleitoral

Para orientar quem está se preparando para concursos neste ano eleitoral e tem dúvidas sobre a realização de concursos, a coluna entrevistou Raquel Tinoco, professora de Direito Eleitoral com mais de 20 anos de atuação.

Segundo Raquel:     

  1. As restrições são pontuais e não atrapalham o ritmo dos editais e provas de concursos públicos;
  1. O Concurseiro deve manter-se estudando e dominar as disciplinas básicas para ajustar o estudo quando sair o edital. E deve fazer provas de diversos concursos.

Para acessar a íntegra da entrevista, aponte a câmera do seu celular para o QR code que está na coluna O Liberal Concursos e nos siga nas redes sociais @oliberal e @professorakarinajaques.