Casa conectada, panela queimada!
Vivemos a era da internet das coisas onde adquirimos cada vez mais objetos que se conectam entre si como uma grande rede que se comunica.
Lá vem ela falar difícil! Não, gente, é fato! A TV conectada à caixa de som. A caixa de som conectada ao smartphone. O smartphone conectado à Alexa, a Alexa conectada com toda sua rotina.
O que que é isso?
Sensores nas lâmpadas, fogão com aviso de tempo de cozimento, geladeira avisa o que acabou, air fryer que só falta harmonizar os pratos.
Tudo isso só funciona com a internet!
Certo dia… chá no fogo, internet das coisas rodando perfeitamente, casa toda conectada, e lá vem o rapaz, que pôs o chá no fogo, de repente se anima com sua série de streaming e lá estava o chá… fervendo... esquecido.
A esposa esqueceu de pagar a concessionária de internet! Tudo para!
Caiu a internet, e agora?! Casa desconectada. Panela queimada, a porta com câmeras não identifica a filha que tá na porta do prédio debaixo de chuva.
Cadê a conexão? Onde foi parar a casa inteligente.
Hoje vivemos assim! Dependentes da internet, wi-fi, dados da operadora. Antes era somente a energia elétrica.
Nem pagar o Pix do Uber da filha se conseguiu pagar. A rede de internet de telefonia caiu com a chuva!
Que saudade daquele telefone com fio, do tempo que se esperava o chá ferver e rolava um papo com a esposa enquanto isso.
A inteligência da casa precisa começar pelo nosso discernimento de não ficarmos reféns tecnológicos, porém usa-lá ao nosso favor.
Voltemos para a lamparina? Não. Mas percebam as crianças de hoje. Totalmente dependentes dos objetos que se conectam por toda casa. A mãe grava a rotina completa do filho. A babá até foi dispensada.
Papel com anotações na geladeira? Faz tempo. Não há mal algum usar a tecnologia a nosso favor, mas não podemos ser meros acessórios dela, mas o contrário.
A internet das coisas vem agregar agilidade e facilidades, mas quem nasceu nessa geração sabe acender um fósforo? Tenho minhas dúvidas.
Minha geração veio da era da gasolina, álcool e diesel e está chegando à era do nitrogênio.
Ensinar nossos filhos as coisas simples da vida também pode vir acompanhado do aprendizado da Inteligência Artificial.
Conexão familiar ou com a natureza precisa vir antes da conexão tecnológica! Dá pra sobreviver sem internet quando a família tá ao redor da mesa? Dá sim! Lançado o desafio!