CARLOS FERREIRA

Jornalista, radialista e sociólogo. Começou a carreira em Castanhal (PA), em 1981, e fluiu para Belém no rádio, impresso e televisão, sempre na área esportiva. É autor do livro "Pisando na Bola", obra de irreverências casuais do jornalismo. Ganhador do prêmio Bola de Ouro (2004) pelo destaque no jornalismo esportivo brasileiro. | ferreiraliberal@yahoo.com.br

Prestigiado! A proeza de Márcio Fernandes

Carlos Ferreira

Desde a saída de Fito Neves para a entrada de Givanildo Oliveira, em maio de 2000, o Paysandu teve 67 trocas de técnico. Em todo esse período, só Givanildo havia cumprido uma temporada inteira no comando do Papão, em 2001. Márcio Fernandes está prestes a conseguir o mesmo. Uma proeza, sobretudo porque está mantido no cargo sem conquista alguma.

Givanildo Oliveira não teria conduzido o Papão numa sucessão de glórias (títulos estaduais, títulos da Série B, da Copa Norte, da Copa dos Campeões e consequente acesso à Copa Libertadores) se não o tivessem bancado em situações adversas. Em 2000, na Copa João Havelange, era tão grande a pressão por sua demissão, que Giva viajou a Maceió com malas prontas para seguir para sua casa, em Olinda/PE. Mas o Paysandu venceu o CSA por 3 x 0 e o trabalho foi mantido.

A permanência de Márcio Fernandes para a Copa Verde ensejará mais um período de conquistas para o Papão? Ou será lembrada como mera teimosia?

Por que faz sentido?

Se o Paysandu mantém Márcio Fernandes é porque vê seriedade e competência no trabalho, apesar de inglório. E faz sentido quando reconhecemos que o Papão teve ótimas atuações na temporada e que o técnico foi vitorioso em outros clubes nos últimos anos.

Para a continuidade em 2023 já são outras considerações. Márcio Fernandes precisa compensar as frustrações com o título da Copa Verde, na qual o clube bicolor é favorito, e pode depender também da reeleição do presidente Maurício Ettinger, para cuja candidatura o título da CV daria força. Contribuição mútua!

BAIXINHAS

* No tempo de trabalho o recorde no comando do Remo é de Cacaio: sete meses e 23 jogos em 2015. Paulo Bonamigo passou seis meses no cargo, este ano, mas com 27 jogos, e já havia comandado o Leão Azul em 20 em jogos na temporada 2020 e mais 23 jogos em 2021. Cacaio e Bonamigo foram os condutores do Remo nos dois últimos acessos no Campeonato Brasileiro.

* Dado Cavalcanti foi técnico do Paysandu de fevereiro de 2015 a junho de 2016, em 97 jogos. Depois de Givanildo Oliveira, ele tem os números mais expressivos dos técnicos bicolores neste século. Darío Pereyra, Ivo Wortman, Hélio dos Anjos e Mazola Júnior também foram longevos, mas nem tanto.

* Vitória quer o xodó bicolor José Aldo para 2023. O atleta segue vinculado ao Papão até o fim da Copa Verde, cedido pelo Guarani de Palhoça/SC. Seu destino para a próxima temporada está nas mãos dos investidores que são detentores dos direitos econômicos.

* Papão em julgamento, hoje, no STJD.  Sessão da 3ª Comissão Disciplinar vai começar às 10 da manhã. O processo que envolve Paysandu e Figueirense, por briga de torcidas no jogo de Florianópolis, será o 5° em pauta.

* Este ano o Papão já se livrou de punição por má conduta de torcedores no jogo contra o Altos em Teresina, foi multado (R$ 300,00) no processo do jogo contra o Figueirense em Belém, será julgado hoje pelo caso de Florianópolis e deverá ser julgado novamente por infração de torcedor no jogo contra o Vitória na Curuzu.

* Remo com ótima perspectiva na Copa do Brasil Sub 20 ao empatar ontem em Rondônia (1 x 1) com o Real Ariquemes. Jogo de volta na segunda-feira à noite. E o Leão se deu bem também ao estrear no campeonato feminino. Aplicou 7 x 1 no Terra Alta.

Carlos Ferreira
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