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Públicos e rendas de Leão e Papão na temporada

Carlos Ferreira

Sem qualquer intenção de comparar, mas apenas de informar, a coluna apresenta os dados de público do Remo e do Paysandu na temporada, dois casos de sucesso.

O Papão já disputou Parazão, Copa Norte/Verde e Copa do Brasil. Segue na Série C. Já teve este ano 19 mandos nas quatro competições e vendeu 189.057 ingressos, ótima média de 9.950 por jogo. 

O Leão Azul disputou Supercopa Grão Pará, Parazão e Copa Norte. Está disputando a Série A e a Copa do Brasil. Em 24 mandos, vendeu 301.711 ingressos, excelente média de 12.571 por jogo.

Os números colocam as duas torcidas no top 20 do país.

Dados de rendas bruta e líquida 

Nos seus 19 mandos na temporada, o Paysandu teve arrecadação bruta de R$ 11.601.000,00. A média é de R$ 610 mil por jogo. O lucro do Papão nas bilheterias está em R$ 6,2 milhões. Nada mal para cinco meses de atividades, sobretudo porque deveria ser somado o valor arrecadado no programa Sócio Torcedor, que o clube não revela. 

O Remo já arrecadou nas suas cinco competições, em 24 mandos, um total de R$ 19.192.000,00. Média de R$ 800 mil por jogo. O lucro é de R$ 11,3 milhões, mais os valores não revelados do Sócio Torcedor.

Os dados sobre público e renda dos dois clubes são de relatórios da CBF, levantados pelo site Senhor Gol. Está bem que números em excesso podem ser chatos na leitura, mas o registro sempre vale a pena, sobretudo quando atestam sucesso. 

BAIXINHAS

* O sucesso de público de Remo e Paysandu tem provocado disputa entre empresas do streaming, nas transmissões de jogos. A audiência é sempre expressiva, não só no norte, mas em todas as regiões do país. Leão e Papão são clubes do momento, muito pela paixão e comportamento que provocam nos seus torcedores.

* O Remo viveu a glória da elite, na Série A, e está na melhor fase financeira dos seus 121 anos de história. O Paysandu está em Recuperação Judicial, mas funcionando a todo vapor, vitorioso, em estado de graça. E nada traduz melhor essa fase auspiciosa do que as estatísticas e os rankings. 

* Agora sim, a coluna explora números comparativos. O Paysandu foi superior ao rival em média de público no Parazão (15.816 x 11.021) e na Copa Norte/Verde (12.816 x 5.083). O Remo tem médias melhores no Campeonato Brasileiro (21.949 x 7.382) e na Copa do Brasil (19.300 x 14.401). 

* Em renda bruta o Paysandu ficou acima do Remo no Parazão: R$ R$ 6.149.453,45 x R$ 2.014.815,00. Também na Copa Norte/Verde: R$ R$ 1.648.240,50 x R$ 353.985,00. Na Copa do Brasil, a média bicolor (R$ 1.143.610,25) supera o total azulino (R$ 912.840,00). 

* No Campeonato Brasileiro, realidades incomparáveis. Contudo, a coluna registra que o Leão Azul faturou na Série A R$ 14.986.515,00 (média de R$ 1.665.168,33), o Papão R$ 1.517.630,00 (média de 303.526,00). Esses números do Papão na Série C vão disparar se o clube seguir bem cotado para o acesso à Série B.

* Números expressivos de público no estádio e principalmente na audiência da televisão são os termômetro dos clubes de futebol no mercado. No entanto, Remo e Paysandu representam a região com menor poder de consumo, sempre olhada de lado pelas grandes empresas da indústria, do comércio, de serviços, e pelo mercado publicitário.

* Além dos acessos no campeonato brasileiro e possível entrada em competições internacionais, o que também pode alavancar Leão e Papão é a venda de jogadores. Os futuros CTs vão abrir perspectiva de mais revelações, mas a compra de jogadores prontos já é um passo dado pelo Remo com Lionel Picco, Maiky, Gabriel Taliari, Jajá e provavelmente também Duplexe Tchamba.