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Nutrição estratégica, ciência, vida real: a atuação da Dra. Ana Navas no cuidado metabólico feminino

Rosiane Reis

Especialista em obesidade, cirurgia bariátrica e metabologia, nutricionista une conhecimento técnico, vivência pessoal e acompanhamento contínuo para resultados sustentáveis

A atuação da Dra. Ana Thereza Navas reflete uma abordagem cada vez mais necessária no cenário da saúde: tratar o emagrecimento e as doenças metabólicas como processos contínuos, estratégicos e individualizados. Nutricionista (CRN-7: 6223), com especialização em obesidade, cirurgia bariátrica e metabólica, endocrinologia, metabologia e nutrição funcional, ela direciona seu trabalho ao cuidado nutricional de mulheres adultas — especialmente aquelas com rotina intensa, histórico de efeito sanfona, dificuldades com constância e desafios na relação com a alimentação.

No consultório, o acompanhamento é pensado para a vida real. A análise clínica individualizada inclui exames laboratoriais, sinais e sintomas, composição corporal e rotina diária, com foco em constância e resultados sustentáveis — sem soluções extremas.

Focos de atuação e acompanhamento contínuo

A Dra. Ana atua no cuidado de:

  • Pacientes bariátricos, no pré e pós-operatório, incluindo casos de reganho de peso;
  • Mulheres em emagrecimento clínico, com plano individualizado e sustentável;
  • Pacientes em uso de agonistas do GLP-1 (as chamadas canetas emagrecedoras), com atenção à segurança metabólica, prevenção de deficiências nutricionais e preservação da massa muscular;
  • Pessoas com alterações metabólicas e endocrinológicas, como distúrbios da tireoide, resistência à insulina, diabetes e dislipidemias, que exigem ajustes nutricionais estratégicos e acompanhamento contínuo.

Posicionamento: ciência, empatia e constância

Um dos diferenciais do trabalho está na união entre conhecimento técnico aprofundado e vivência prática. A Dra. Ana é bariátrica há mais de 10 anos, experiência que fortalece uma abordagem humana, empática e realista — especialmente para pacientes que enfrentam ansiedade alimentar, frustrações após tentativas anteriores e o desafio do reganho de peso.

Seu posicionamento é claro: saúde metabólica, emagrecimento e saúde mental não se sustentam com atalhos, mas com estratégia, base nutricional adequada, constância e acompanhamento profissional qualificado. Além do atendimento clínico individual, ela produz conteúdo educativo, levando informação clara e responsável, alinhada à rotina das pessoas.

Canetas emagrecedoras não fazem milagre: por que a nutrição é essencial no tratamento com GLP-1

O uso de medicamentos agonistas incretínicos (GLP-1; GIP, Glucagon...) cresceu nos últimos anos. Eles apresentam um avanço importante no tratamento do diabetes e uma ferramenta no tratamento da obesidade — doença crônica que atinge milhões de pessoas. Apesar dos resultados iniciais na perda de peso, especialistas alertam: sem estratégia nutricional, o emagrecimento pode não se sustentar e trazer riscos à saúde.

Esses medicamentos mimetizam hormônios relacionados à saciedade, controle do apetite e glicemia, ajudando a reduzir a fome e a melhorar parâmetros metabólicos. O problema surge quando passam a ser vistos como solução isolada.

“O remédio reduz o apetite, mas não ensina o corpo a se nutrir. Sem orientação, o paciente come menos, mas isso não significa comer melhor”, alerta a nutricionista.

Emagrecimento sem base nutricional traz riscos

A perda de peso rápida, sem estrutura alimentar, pode estar associada a:

  • perda acelerada de massa muscular;
  • queda de cabelo;
  • fadiga intensa;
  • constipação;
  • deficiências de ferro, vitamina B12, vitaminas do complexo B e vitamina D;
  • dificuldade de manter o peso após a suspensão do medicamento.

“O número na balança pode até baixar rápido, mas o corpo entra em modo de alerta quando faltam proteína, micronutrientes e uma alimentação estruturada.”

A proteína como pilar do tratamento

Um dos principais pontos de atenção no uso do GLP-1 é o consumo inadequado de proteína. Com a redução do apetite, muitos pacientes ingerem menos do que o necessário — o que compromete:

  • manutenção da massa muscular;
  • metabolismo ativo;
  • controle da glicemia;
  • saciedade;
  • prevenção do reganho de peso.

“Sem proteína suficiente, o corpo emagrece, mas enfraquece. E isso cobra um preço metabólico.”

Não é só comer menos, é comer certo

A abordagem nutricional precisa ser individualizada, considerando rotina, histórico metabólico, exames laboratoriais, nível de atividade física e condições clínicas específicas, como cirurgia bariátrica prévia ou uso prolongado de medicação.

“O mesmo medicamento pode gerar resultados completamente diferentes dependendo da estratégia nutricional adotada.”

Exames e acompanhamento fazem parte do processo

Monitorar exames laboratoriais, identificar carências nutricionais, acompanhar a composição corporal e ajustar a alimentação ao longo do tempo são medidas fundamentais para preservar a saúde.

“Exame alterado é sinal. Não é detalhe.”

Grupos que exigem atenção redobrada

O cuidado nutricional deve ser ainda mais rigoroso em pacientes bariátricos, pessoas com diabetes, alterações da tireoide, histórico de efeito sanfona ou que utilizam agonistas do GLP-1 por períodos prolongados.

Mais do que emagrecer, é sustentar o resultado

Os agonistas do GLP-1 podem ser ferramentas importantes no tratamento da obesidade e de doenças metabólicas. No entanto, os resultados duradouros dependem da base nutricional e do acompanhamento profissional.

“O medicamento ajuda a abrir a porta. Quem sustenta o resultado é a nutrição.”