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Empreender com propósito: QbellaFlor transforma moda em autoestima na Terra Firme

Rosiane Reis

Na Rua São Domingos, nº 400, no bairro da Terra Firme, nasce uma história que vai muito além das araras de roupas. A QbellaFlor, marca que vem conquistando espaço e clientes fiéis nas redes sociais — especialmente pelo Instagram @qbellaflor — é resultado de coragem, reinvenção e propósito.

Edilene Carvalho, a idealizadora da marca, viu sua trajetória mudar completamente após ser desligada de uma empresa onde atuou por 23 anos. Diante do cenário desafiador, encontrou na própria família o incentivo necessário para recomeçar. “Minha irmã me deu a ideia e eu abracei como uma forma de me inserir novamente no mercado. Sempre trabalhei com pessoas, e a ideia de trabalhar diretamente com a autoestima feminina me encantou”, relembra.

Mesmo sem experiência anterior no universo da moda, ela decidiu encarar o novo desafio. Com bagagem no atendimento ao público, mergulhou de vez no empreendedorismo e, ao longo do tempo, encontrou seu verdadeiro nicho: mulheres que, muitas vezes, enfrentam dificuldades para encontrar peças que valorizem seus corpos e estilos.

Hoje, a QbellaFlor tem como foco mulheres acima dos 40 anos, com uma proposta voltada à moda cristã e executiva. A alfaiataria domina cerca de 90% das coleções, trazendo elegância, sofisticação e versatilidade para o dia a dia dessas clientes. “Percebi que as mulheres plus têm muita dificuldade em encontrar lojas que atendam suas necessidades. Aqui, trabalhamos com amor e respeitando a singularidade de cada cliente”, destaca.

Mais do que vender roupas, a marca se posiciona como uma aliada da autoestima feminina. Para a empreendedora, a moda tem um papel transformador. “Um look certo pode mudar totalmente a forma como a mulher se vê. Muitas chegam com a autoestima baixa, e o meu papel é valorizar o que elas têm de mais bonito”, afirma.

No entanto, o caminho não é simples. Em um mercado altamente competitivo e em constante mudança, manter-se relevante é um dos maiores desafios. “Hoje, qualquer pessoa vende roupa. Mas a QbellaFlor vende moda”, pontua Edilene, reforçando o diferencial da marca.

Ao longo dos dez anos de trajetória, momentos marcantes não faltam. Entre eles, o reconhecimento das próprias clientes. “Quando alguém me aborda na rua dizendo que ama meus provadores e que sou inspiração, isso não tem preço”, conta emocionada. Outra conquista significativa foi conseguir reformar a própria casa por meio do trabalho com a marca.

As redes sociais desempenham papel fundamental nesse crescimento. Através de plataformas como Instagram, WhatsApp e Facebook, a empreendedora fortalece sua presença digital, cria conexões e amplia seu alcance. Os tradicionais “provadores” — vídeos mostrando as peças no corpo — se tornaram uma poderosa ferramenta de vendas e relacionamento.

Entre os produtos de destaque, o macacão Ananda se tornou um verdadeiro símbolo da marca, presente em todas as coleções por proporcionar confiança e elegância às clientes. Já as coleções especiais, como a de Dia das Mães, carregam um valor emocional ainda mais forte, celebrando vínculos e afetos.

Sempre atenta às tendências, a empresária busca constantemente novos fornecedores e não descarta viagens para acompanhar de perto as novidades do setor. Essa busca por atualização é parte essencial para manter a marca competitiva.

Para quem deseja empreender, ela deixa um conselho direto: “Comece, mesmo sem estar tudo perfeito, e seja constante. Empreender exige paciência, organização e persistência. Nem todo dia vai ter resultado, mas quem continua, cresce.”

O futuro já tem planos definidos: conquistar um ponto próprio e montar um ateliê para produção das próprias peças. Um sonho que segue sendo construído com dedicação e paixão.

Aos clientes, ela deixa uma mensagem especial: “Vocês são a razão de tudo isso existir. Aqui, a gente não vende só roupa — a gente ajuda você a se sentir linda, confiante e do jeitinho que você merece.”

A QbellaFlor segue, assim, vestindo histórias, fortalecendo mulheres e provando que moda também é sobre identidade, acolhimento e transformação.