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Mantos que guardam a imagem e a fé

Debate sobre o manto remonta ao achado da imagem original pelo caboclo Plácido, que estaria, à época, envolta em uma peça azul brilhante

O Liberal

A informação de que a imagem original de Nossa Senhora de Nazaré, encontrada pelo caboclo Plácido de Souza em 1700, estaria envolta em um manto azul brilhante passeia entre o real e o imaginário do povo paraense. Há quem diga, ainda, que havia manto sim, mas bastante desgastado pelas intempéries naturais, uma vez que a imagem foi encontrada às margens de um rio.

Relembre alguns dos últimos mantos do Círio:

O que ninguém duvida, no entanto, é de que trata-se de um elemento associado à festa desde as primeiras edições da romaria. A missão de elaboração do manto do Círio sempre esteve entre as mais honrosas atividades atribuídas pela diretoria da Festa. Quem já teve o privilégio de confeccionar o artefato sabe muito bem disso.

Celeste Heitmann, 68, é uma dessas profissionais. Ela foi a responsável pela confecção do manto nos anos de 2018 e 2019, quando aconteceram as duas últimas procissões antes da pandemia. 

“Foi incrível participar da missa e, ao final, as luzes se apagarem e Nossa Senhora surgir iluminando a todos com seu brilho celestial. Ali estava a Rainha da Amazônia, coberta pelo manto que eu havia criado. Parece que a memória me faz retornar àquele instante. Parecia um sonho.”, conta.

A forma retangular também acompanha a imagem desde o início da tradição. Até mesmo a imagem peregrina, que possui estrutura diferente da imagem original, manteve o mesmo molde de manto. É essa a imagem que compõe o Cartaz do Círio, outra importante tradição da festa, que mantem o mesmo modelo de exibição há mais de um século.

4ª Edição