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CÍRIO 2026

Círio 2026: Manto de Nossa Senhora de Nazaré é apresentado na Basílica Santuário

A cerimônia ocorreu na noite desta quinta-feira (8) e contou com a presença do arcebispo metropolitano de Belém, Dom Júlio Endi Akamine

Lívia Ximenes e Ana Laura Carvalho

8 de outubro de 2026 às 15:36

( Foto: Ana Laura Carvalho/O Liberal )

O manto de Nossa Senhora de Nazaré utilizado no Círio 2026 foi apresentado aos fiéis na noite desta quinta-feira (8), na Basílica Santuário, em Belém. A cerimônia iniciou às 18h, com Santa Missa presidida pelo arcebispo metropolitano Dom Júlio Endi Akamine. Até o momento da revelação, a Imagem Peregrina usava o manto de 2025.

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A peça é assinada pelo estilista Artur Maciel, convidado pelo casal coordenador da festividade deste ano, Antonio e Rosa Sousa, no dia 4 de fevereiro. Artur é responsável pelos bordados, junto a Tammy Yamada. O desenho base é feito por Celeste Heitman, enquanto a ourivesaria é uma produção de Marcelo Monteiro.

A confecção da peça iniciou por volta da Semana Santa, sob inspiração do tema do Círio 2026 - “Maria, missionária que nos dá Jesus”. O manto é caracterizado como singelo, espelhando a simplicidade da mulher escolhida por Deus para gerar Cristo.

O estilista, atualmente, é um dos membros da Guarda de Nazaré e já passou por diversas áreas da igreja. Durante 15 anos, Artur foi romeiro da corda do Círio e há duas décadas dedica-se a trabalhos pastorais na paróquia da Basílica Santuário de Nazaré. Por cinco anos, ele participou da organização do Círio das Crianças e intregrou a Pastoral da Acolhida.

“Eu sempre pedia a Nossa Senhora que tornasse isso realidade e, como tudo é no tempo de Deus, chegou a hora”, contou Artur sobre assinar o manto do Círio 2026. Por influência da mãe, Maria de Fátima, o estilista tornou-se próximo à moda e iniciou o trabalho no ateliê.

“Acredito que, quando nos doamos, executamos com vontade e, acima de tudo, colocamos amor e dedicação no que fazemos, o resultado vem”, ressaltou.

Antonio Sousa vive o último ano como coodenador do Círio. Ele explicou que, para a escolha de quem confeccionaria o manto, se uniu à esposa em rezas. “O Artur é alguém que serve a Nossa Senhora há décadas: puxou a corda, trabalhou nas pastorais e hoje está na Guarda de Nazaré. Confiar a ele essa missão foi reconhecer uma vida inteira de devoção”, apontou.

Veja detalhes do Manto do Círio 2026

Com as cores rosa e dourado predominantes, o Manto do Círio 2026 foi confeccionado em shantung de seda pura no tom rosa-chá. O trabalho reúne técnicas de bordado, pedrarias e ourivesaria, com elementos que remetem à visita de Maria à prima Isabel e à arte presente na Basílica Santuário de Nazaré, em Belém.

(Divulgação/DFN)
(Divulgação/DFN)

O desenho de Celeste Heitmann tem como referências a escultura em bronze que representa o encontro de Maria e Isabel, localizada em frente ao púlpito do Altar-Mor; a imagem do Divino Espírito Santo no teto do Altar de Nossa Senhora do Brasil; e a coroa acima da imagem original de Nossa Senhora, no Glória da Basílica.

O bordado metálico dourado percorre o Manto com curvas barrocas e folhas de acanto inspiradas na decoração do Altar de Nossa Senhora do Brasil. Os arabescos são finalizados com a flor-de-lis, símbolo associado à pureza e à humildade da Virgem Maria e à Santíssima Trindade. Na parte mediana da peça, pequenas rosetas formam um caminho que representa a primeira missão de Maria ao visitar Isabel, marcada pelo amor, pela alegria e pela ternura.

A confecção utiliza a técnica goldwork, bordado livre com fios e elementos metálicos, pedrarias e técnica de tear. Entre os materiais estão linhas de seda e algodão, fios metalizados em quatro tons de dourado e acobreado, cristais Swarovski nas cores branca, amarelo-manteiga, champanhe e rosa, strass, micro-paetês dourados, microvidrilhos Miyuki, microcanutilhos e miçangas. A peça também reúne esmeraldas, rubis, quartzo rosa e pérolas naturais.

Broche e detalhes de ourivesaria

O broche localizado na parte frontal do Manto foi inspirado na imagem do Divino Espírito Santo esculpida no teto do Altar de Nossa Senhora do Brasil, à direita do Altar-Mor da Basílica Santuário de Nazaré.

Além do broche, a ourivesaria inclui a flor-de-lis, a coroa inspirada na peça que fica acima da imagem original de Nossa Senhora no Glória e a placa com a palavra “Magnificat”, nome do cântico de Maria. As peças foram confeccionadas em prata banhada a ouro e ornamentadas com zircônias, esmeraldas, pérolas, rubis e outras pedras.

O trabalho reúne uma equipe formada pelo estilista Artur Maciel, responsável pela criação; Celeste Heitmann, pelo desenho; o Ateliê Artur Maciel e Tammy Yamada Lamarão, pelo bordado; e Marcelo Monteiro, pela ourivesaria.