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Mocidade critica jurada por penalizar homenagem a Rita Lee; entenda o caso

A justificativa foi rebatida publicamente pela escola nas redes sociais e causou polêmica

Gabrielle Borges
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A Mocidade Independente de Padre Miguel, que por pouco não foi rebaixada para o acesso do Grupo Especial do Carnaval do Rio de Janeiro, usou suas redes sociais nesta quinta-feira (19) para manifestar indignação com as justificativas dos jurados que penalizaram sua apresentação.

Neste ano, a escola fez uma emocionante homenagem à cantora e compositora Rita Lee, mas foi surpreendida com notas abaixo do esperado.

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Em nota oficial, a agremiação expressou seu descontentamento com o julgamento recebido: "Encerramos essa quarta-feira de apuração com um sentimento de indignação e insatisfação com as notas dadas pelos jurados. Garantimos aos nossos torcedores, componentes e simpatizantes que lutaremos para que julguem a Mocidade como as demais agremiações", afirmou a escola.

Jurada não gostou do termo "Padroeira" atribuído a Rita Lee

De acordo com as justificativas divulgadas pela Liga Independente das Escolas de Samba (Liesa), a Mocidade Independente de Padre Miguel perdeu um décimo (0,1) no quesito enredo por associar Rita Lee ao termo “Padroeira da Liberdade”.

Segundo o parecer, “a associação da figura de Rita Lee a qualquer título de ordem convencional (religiosa ou não) descontrói o recorte libertário do enredo apresentado.”

A justificativa, no entanto, foi rebatida publicamente pela escola nas redes sociais. A agremiação argumenta que a própria artista já havia se referido a si mesma dessa forma em entrevistas e manifestações públicas.

“As justificativas começaram a ser divulgadas e, na primeira que recebemos, a da jurada Mônica Mançur, que nos deu 9,6 em enredo, encontramos a alegação de que o termo ‘Padroeira’ desconstruiria o enredo. Ela só esqueceu de ler que a própria Rita Lee se chamava assim. Difícil, né? Alguém explica?”, questionou a escola em publicação.

O tom das críticas também foi reforçado pelo diretor cultural da Mocidade, Thiago Tuzi, que classificou o julgamento como injusto. Em desabafo, ele afirmou que o trabalho de um ano foi avaliado sem a devida atenção ao conteúdo apresentado e defendeu o afastamento da jurada responsável pela nota.

(*Gabrielle Borges, estagiária de jornalismo, sob supervisão de Felipe Saraiva, editor web de OLiberal.com).

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