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SAÚDE

Câncer de próstata pode afetar vida sexual masculina, diz Instituto Nacional

Riscos que envolvem a doença reforçam necessidade do diagnóstico precoce

O Liberal

23 de novembro de 2023 às 10:37

Novembro azul alerta sobre os riscos do câncer de próstata, que pode afetar vida sexual masculina

Novembro azul alerta sobre os riscos do câncer de próstata, que pode afetar vida sexual masculina ( Foto: Foto: Divulgação )

Apesar de todos os esforços da campanha Novembro Azul, o câncer de próstata continua vitimando muitos brasileiros: um homem morre a cada 38 minutos no país por conta da doença, segundo o Instituto Nacional do Câncer (INCA). Mas, para além dos riscos de mortalidade, o tumor maligno que acomete essa glândula do sistema reprodutor masculino pode causar outros prejuízos.

Uma das dificuldades ocasionadas pelo câncer de próstata pode ser a interferência na vida sexual do homem. De acordo com o urologista Felipe Delgado, o bom funcionamento dessa área depende de dois fatores: o orgânico e o emocional.

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Na parte orgânica, precisa estar tudo funcionando regularmente para que o homem tenha ereção e ejaculação normais. “O paciente precisa ter seus níveis de hormônios regulares, como a testosterona; assim como diabetes e pressão alta controladas, pois, se não tratadas, as doenças podem causar injúria nos vasos de sangue do pênis, gerando uma piora da função erétil”, explica o médico.

Além disso, a parte emocional também precisa estar em ordem. “Em muitos momentos, esse paciente pode estar sob estresse e ansiedade, o que naturalmente vai desencadear uma baixa da sua função sexual, provocando ejaculação precoce e disfunção erétil”, complementa Delgado. 

No caso de diagnóstico de câncer de próstata, o próprio tratamento pode ter repercussões sobre a sexualidade e fertilidade. Cirurgia e radioterapia podem afetar de 5% a 20% dos homens, gerando disfunção erétil. Assim, o paciente deve ser avaliado pelo urologista de acordo com diversos critérios, para saber qual o melhor tipo de tratamento a ser adotado.

Diagnóstico precoce

Os riscos que envolvem o câncer de próstata só reforçam a necessidade da prevenção, do rastreamento e do diagnóstico precoce. Se descoberta em fases iniciais, a doença pode ter taxas de cura acima de 90%. O rastreamento deve iniciar aos 45 anos, para pacientes com histórico familiar de câncer de próstata e outros fatores de risco, como obesidade. Já para homens sem estes fatores, a idade recomendada é a partir dos 50 anos.

Para realizar o rastreio da doença, os exames mais comuns são o PSA e o toque retal. “O  PSA é uma enzima produzida na próstata, que a gente consegue medir através de um exame de sangue. A elevação dessa taxa pode levar à suspeita de um diagnóstico de câncer de próstata. Uma vez que houve alguma alteração nos exames, a gente indica a realização da biópsia da próstata. Caso haja a confirmação, os possíveis caminhos para o tratamento serão delimitados”, informa Felipe Delgado.

A doença costuma ser assintomática na fase inicial. Os sintomas aparecem apenas quando o câncer de próstata já está em uma fase avançada. Por isso, o rastreamento deve ser realizado anualmente. Alguns sinais de alerta, que exigem a procura de um especialista, são sangramento na urina, perda de força do jato urinário ou vontade de urinar excessiva.