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'Tem homens casados': mulher expõe constrangimento após academia pedir para cobrir top no treino

Caso gerou ampla discussão nas redes sociais sobre regras de vestimenta em academias

Gabrielle Borges
fonte

Uma engenheira de São José dos Campos (SP) relatou nas redes sociais ter passado por uma situação constrangedora em uma academia no último fim de semana.

Segundo Poliana Frigi, ela foi orientada a vestir uma camiseta sobre o top que usava durante o treino, sob a justificativa de que no local havia “homens casados” e que a medida seria para sua própria segurança. Saiba mais detalhes a seguir.

O que ocorreu?

O episódio ocorreu em uma unidade da John Boy Academia e ganhou repercussão nas redes sociais.

Poliana contou que uma funcionária a questionou se o top que usava era um sutiã e pediu que se cobrisse: “Você não teria uma camiseta para colocar? Tem homens casados aqui e não fica legal para você, principalmente pela sua própria segurança”, relatou.

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Apesar da orientação, Poliana se recusou a cobrir o top e continuou o treino, mas afirmou ter se sentido constrangida durante a atividade física: “fiquei sem ação, continuei o treino, só que comecei a sentir mal”, disse.

Ao final do treino, acompanhada do namorado, a engenheira tentou falar com o gerente da academia, mas, segundo ela, recebeu comentários semelhantes na presença de uma testemunha. “Ela falou novamente que meu top estava realmente parecendo um sutiã e que a conduta realizada na academia foi autorizada pelo gerente”, contou Poliana.

Academia se pronunciou sobre o caso

A engenheira afirmou que ainda não registrou boletim de ocorrência, mas está em contato com um advogado para avaliar quais medidas legais poderá tomar. O caso gerou ampla discussão nas redes sociais sobre regras de vestimenta em academias e respeito às mulheres.

Em nota, o estabelecimento disse que tomou conhecimento das manifestações e que o caso está sendo tratado com máxima seriedade e atenção.

“Estamos buscando contato direto com a aluna envolvida para ouvi-la. Internamente, já iniciamos a revisão de nossos protocolos de atendimento e comunicação, incluindo treinamentos voltados a respeito, diversidade e inclusão para toda a equipe. A academia reforça que não compactua com condutas inadequadas ou que possam causar constrangimento e reafirma seu compromisso com a melhoria contínua de seus processos. Pedimos desculpas à nossa aluna e a todos que se sentiram afetados por este episódio.”

(*Gabrielle Borges, estagiária de jornalismo sob supervisão de Tainá Cavalcante, editora web de OLiberal.com)

 

 

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