Suspeito pela morte de Emanuelle diz que matou por vingança

Versão dos fatos dada pelo vizinho acusado é questionada pela polícia

Agência Estado e informações do G1

O principal suspeito pela morte da menina Emanuelle Pestana de Castro, de 8 anos, é o vizinho da família, o lavrador Agnaldo Guilherme Assunção, de 49 anos, que foi preso pelo assassinato. A criança foi achada em uma área de mata da Fazenda Santana Nova, em Chavantes, cidade do interior de São Paulo, na noite desta segunda-feira, 13.

Agnaldo relatou, durante depoimento à polícia, que matou a menina por vingança contra a mãe dela. Segundo ele, a mulher não deixava a menina brincar com o enteado dele. No entanto, essa versão dos fatos é questionada pela polícia.

Agnaldo foi preso em flagrante e será investigado por homicídio qualificado e ocultação de cadáver. Ele vai passar por audiência de custódia às 13h desta terça-feira (14).

“Se ele permanecer preso, a polícia vai ter 10 dias para a conclusão das investigações, sem prejuízo do encaminhamento dos laudos faltantes”, explica o delegado.

A polícia chegou ao suspeito depois de analisar as imagens das câmeras de segurança próximas a praça do bairro Cohab, onde Emanuelle brincava na tarde de sexta-feira.

A polícia verificou que Agnaldo aparecia duas vezes no vídeo. O que chamou a atenção da polícia é que, no mesmo dia, ele aparece cada vez com uma roupa diferente. Em um primeiro momento, de camiseta branca e a pé. Depois, de camiseta vermelha e de bicicleta.

Agnaldo já havia prestado depoimento à polícia e negado saber de qualquer informação sobre o desaparecimento da criança. Contudo, ele acabou confessando o crime à polícia, depois de confrontado com as imagens das câmeras de segurança.

"Ele falava que tinha mantido apenas um contato, mas isso foi desmentido pelo estudo das câmeras que mostra um outro contato, inclusive com roupas diferentes, o que era estranho", afirma o delegado Antônio José Fernandes Vieira.

Imagens em que a menina aparece brincando na praça e a caminho do parquinho em Chavantes também foram analisadas pela polícia.

Sumiço

Logo após brincar em um parquinho, Emanuelle não foi mais vista por volta das 17h, quando a amiga que a acompanhava foi embora. Segundo a família, a mãe ia verificar como a filha estava no local, mas não encontrou.

Desde então, familiares, vizinhos, policiais, canil e até uma equipe de voluntários de Marília se mobilizaram nas buscas pela criança.

Para isso, a Polícia Civil analisou as imagens e ouviu várias pessoas que tiveram contato com a menina, inclusive as crianças que brincaram com ela no parquinho no dia do seu desaparecimento.

Brasil
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