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Crime

Polícia investiga se adolescente matou pais e irmão por dinheiro

Jovem de 14 anos confessou ter matado os pais e o irmão de 3 anos; polícia investiga se o objetivo era acessar benefício financeiro do pai

Riulen Ropan*

26 de junho de 2025 às 16:24

Os corpos das vítimas foram encontrados dentro de uma cisterna nos fundos da casa da família

Os corpos das vítimas foram encontrados dentro de uma cisterna nos fundos da casa da família ( Foto: Imagem: Freepik )

A Polícia Civil do Rio de Janeiro investiga se a motivação por trás do assassinato de uma família em Itaperuna, estaria relacionada a questões financeiras. O crime, cometido por um adolescente de 14 anos, vitimou o pai, a mãe e o irmão caçula, de apenas 3 anos.

De acordo com as investigações, após os homicídios, o jovem acessou a internet para buscar informações sobre como sacar o FGTS de uma pessoa falecida. A polícia apurou que o pai do garoto teria direito a aproximadamente R$ 33 mil em recursos do fundo.

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O crime

O crime ocorreu no último sábado (21), no bairro Comendador Venâncio, distrito de Itaperuna (RJ), e descoberto pela polícia quatro dias depois.

Segundo a 143ª Delegacia de Polícia (Itaperuna), o jovem aproveitou o momento em que a família dormia para cometer os assassinatos com uma arma que pertencia ao pai, após ingerir um pré-treino para se manter acordado. Ele dormia no quarto dos pais devido ao ar-condicionado e teria retirado o revólver debaixo do colchão durante a madrugada.

Os corpos das vítimas foram encontrados dentro de uma cisterna nos fundos da casa da família. No imóvel, peritos localizaram manchas de sangue e sinais de tentativa de destruição de evidências. O adolescente ainda usou produtos de limpeza para higienizar o trajeto até a cisterna e facilitar o transporte dos corpos.

O caso veio à tona quando o garoto foi até a delegacia com a avó para registrar o desaparecimento da família. A idosa relatou que tentava contato com os parentes desde o fim de semana, sem sucesso. Após diligências, os agentes encontraram os corpos e, diante das provas, o adolescente confessou o crime. A arma foi localizada na casa da avó. Segundo ela, guardou o revólver com medo de que o neto se machucasse, sem saber que os assassinatos haviam ocorrido.

De acordo com o delegado Carlos Augusto Guimarães, o adolescente foi frio e meticuloso ao relatar os detalhes. “Ele não demonstrou nenhum arrependimento. Pelo contrário, disse que faria tudo de novo. Foi muito direto, se mostrava seguro. Ou ele premeditou tudo, ou é um garoto extremamente inteligente”, afirmou o delegado.

O caso segue em investigação, e novas diligências estão em andamento para esclarecer completamente as circunstâncias do triplo homicídio.

(Riulen Ropan, estagiário de Jornalismo, sob supervisão de Luciana Carvalho, editora web de OLiberal.com)