Jovem tem AVC e diz que achava ser coisa de 'velho'; entenda

Relato nas redes sociais chama a atenção para sintomas, que podem começar com tontura

O Liberal
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Bruna Aguiar Machado, de 23 anos, foi às redes sociais relatar o caso de emergência médica por que passou, com complicações as quais lida até hoje. Ela teve um acidente vascular cerebral (AVC), mas demorou a perceber e, em um primeiro atendimento em uma unidade de saúde, problema não foi identificado e tratado como dor muscular, já que ela estava na academia quando começou a ter os sintomas. As informações são de Viva Bem.

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No relato que ela fez no TikTok, Bruna Aguiar disse que nem pensou em AVC porque achava que era algo que só acontecia com “pessoas mais velhas. Ela aproveitou o caso para alertar as pessoas sobre os sintomas.

Como o AVC aconteceu?

Bruna lembrou que no dia 12 de novembro, enquanto estava na academia, sentiu uma forte tontura, porém, relevou em parte porque tem pressão baixa e labirintite. "Normalmente, quando sento, ela passa, mas dessa vez não passou". Foi quando ela começou a perder os sentidos e o pânico se instalou. Em vez de procurar ajuda, ela foi até o banheiro, com enjoo, e se deitou no chão até se sentir melhor.

@bruunaaguiar_ Vem ouvir essa historia para caso um dia sinta algo parecido você correr por hospital #saude #AVC #foryou ♬ original sound - Bruna Aguiar Machado

Naquele mesmo dia, no fim da tarde, novamente ela passou mal. "Me deu tontura, visão toda branca com umas bolinhas, fiquei uma hora assim até voltar a me sentir bem. Depois fui até a casa de uma amiga, como se nada tivesse acontecendo e lá comecei a sentir uma forte dor nas costas", disse. O incômodo irradiou até o braço e o pescoço. "O braço formigava muito, subia para a cabeça e formigava o pescoço e a cabeça."

Não teve jeito, Bruna foi levada ao pronto-socorro, mas a equipe não percebeu nada anormal, a não ser uma suposta dor muscular. E assim ficou, por dois dias, com dor no pescoço e na cabeça. "Fiquei tomando analgésico. Mas, na madrugada de segunda para terça, meu braço queimava, meu olho começou a doer e não conseguia mais engolir. Achei que ia morrer engasgada."

Dois diagnósticos

Bruna não conseguia engolir e tinha que aliviar a saliva cuspindo em um saquinho. O rosto dela inchou e um dos olhos ficou levemente caído. Ela foi levada novamente ao pronto-socorro à noite. E a primeira suspeita foi esclerose múltipla, e ela foi internada. Mas, após exames, diagnosticou-se um AVC.

A jovem recuperou quase todo o domínio do corpo, mas ainda sente queimação no braço, e a mão e o esquerdos ficam gelados, além de persistirem dores no pescoço, atrás do olho e na cabeça. De acordo com o relato de Bruna, o que ficou seu AVC foi um trauma.

"Para mim, AVC era uma coisa que só dava em pessoas mais velhas e era algo com que você morre [sic], muito grave. Quando falou 'você teve um AVC', eu entendi que eu morri. Foi um susto muito grande", desabafou Bruna Machado.

Ela complementou: "Foram seis dias de UTI, mais um e meio no quarto, mas agora já está tudo bem. Tenho que tomar muito cuidado, ficar um mês de repouso". Além disso, ela tem tomado anticoagulante e remédio para dor, por causa da queimação.

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