Dia da Conservação da Natureza reforça importância de dados científicos para proteger a biod
Plataforma SpeciesLink reúne mais de 19,7 milhões de registros de espécies e auxilia pesquisas, políticas públicas e ações de conservação ambiental no Brasil
Conhecer quais espécies vivem em um território, onde estão distribuídas e como respondem às mudanças no ambiente é uma etapa importante para orientar pesquisas, políticas públicas e estratégias de preservação. Às vésperas do Dia Mundial da Conservação da Natureza, celebrado em 28 de julho, o Centro de Referência em Informação Ambiental (CRIA) destaca o papel das informações científicas na produção de conhecimento e na conservação da biodiversidade brasileira.
A data foi instituída pela Organização das Nações Unidas (ONU), em 1988, e propõe uma reflexão sobre a necessidade de preservar os recursos naturais diante dos desafios impostos pelas mudanças climáticas e pela perda da biodiversidade.
A iniciativa é apoiada pela SpeciesLink, plataforma desenvolvida e mantida pelo CRIA que conecta universidades, museus, herbários e outras instituições de pesquisa. O sistema é gratuito e reúne atualmente mais de 19,7 milhões de registros de ocorrência de espécies, provenientes de 197 provedores de dados do Brasil e do exterior.
Base reúne milhões de registros sobre espécies
A plataforma reúne informações sobre onde e quando plantas, animais, fungos e microrganismos foram coletados e registrados. O banco de dados também conta com mais de 14 milhões de registros georreferenciados, mais de 6,5 milhões de imagens e cerca de 747 mil nomes científicos cadastrados e validados.
Segundo o CRIA, esses registros são utilizados em inventários da fauna e da flora, monitoramento de espécies ameaçadas, avaliações de impacto ambiental, planejamento territorial e projetos de restauração ecológica. As informações permitem identificar as diferentes formas de vida presentes em uma determinada área e compreender as relações entre elas, contribuindo para ações de recuperação ambiental que utilizem espécies nativas e respeitem as características de cada ecossistema.
"O Brasil abriga uma riqueza extraordinária de biodiversidade, mas precisamos conhecê-la para conservá-la. Quando entendemos quais espécies existem, onde elas ocorrem e qual é o papel que desempenham nos ecossistemas, conseguimos desenvolver estratégias mais eficientes para protegê-los. Os dados científicos transformam esse conhecimento em informações que apoiam pesquisas, políticas públicas e decisões voltadas à conservação da natureza", afirma Ana Lúcia Assad, coordenadora de Projetos, Inovação e Desenvolvimento do CRIA.
Acesso a informações fortalece ações de conservação
Em um cenário de mudanças climáticas e perda acelerada da biodiversidade, ampliar o acesso a informações científicas confiáveis é considerado estratégico para fortalecer a gestão ambiental, subsidiar políticas públicas e orientar ações de conservação.
Ao conectar centenas de coleções biológicas e disponibilizar seus registros de forma aberta, o CRIA informa que contribui para reduzir lacunas de conhecimento e ampliar a compreensão sobre a biodiversidade brasileira.
Para Ana Assad, o acesso ao conhecimento também aproxima a população da natureza. "Conhecer a biodiversidade também aproxima as pessoas da natureza. Quanto mais entendemos a importância das espécies e dos ecossistemas, maior é o compromisso da sociedade com sua proteção. Compartilhar esse conhecimento é uma forma de valorizar o patrimônio natural brasileiro e incentivar atitudes que contribuam para sua conservação", conclui.
Conheça o CRIA
Com 25 anos de atuação, o Centro de Referência em Informação Ambiental (CRIA) desenvolve iniciativas voltadas à integração entre biodiversidade, ciência e tecnologia para apoiar a conservação da natureza, a adaptação às mudanças climáticas e o desenvolvimento sustentável.
A instituição reúne mais de 19 milhões de registros científicos, provenientes de mais de 600 conjuntos de dados e coleções biológicas de cerca de 200 instituições do Brasil e do exterior. Entre as iniciativas mantidas pelo centro estão a plataforma SpeciesLink, voltada ao compartilhamento de informações sobre biodiversidade, e a Flora Brasiliensis, acervo digital dedicado à flora brasileira.
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