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Beatas brasileiras podem ser canonizadas em 2023; veja quem são

Após terem passado pelo processo de beatificação, elas esperam para tornar-se santas reconhecidos pelo Vaticano

Juliana Maia

Duas beatas brasileiras, a mineira Isabel Cristina Mrad Campos e a cearense Benigna Cardoso da Silva, aguardam o processo de canonização após terem seus nomes e títulos reconhecidos pelo Vaticano. Neste mês, a cidade de Barbacena, onde Isabel nasceu, realizou uma cerimônia para oficializar o processo de beatificação. Já Benigna da Silva teve seu título aceito em outubro. Veja de onde são e conheça as histórias das beatas.

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A jovem católica de 20 anos, nascida em Barbacena (MG), morava em Juiz de Fora, também em Minas Gerais, quando foi assassinada no dia 1º de setembro de 1982 por um homem que tentou estuprá-la. Isabel havia se mudado recentemente para a cidade, com o intuito de estudar em um curso pré-vestibular para ingressar no ensino superior e realizar o sonho de estudar Medicina, para tornar-se pediatra e ajudar crianças carentes.

O homem havia sido contratado para montar um guarda-roupa no apartamento onde Isabel iria morar com o irmão. Ao chegar no local, o assassino tentou estuprar a jovem, que reagiu e foi golpeada na cabeça com uma cadeira, amarrada e morta com 15 facadas.

Após a morte, o dia 1º de setembro tornou-se uma data para homenagens a Isabel, que foi reconhecida pelos fiéis como mártir, tendo o túmulo visitado até hoje em sua cidade natal, em Barbacena.

Benigna Cardoso da Silva

Conhecida como “Menina Benigna”, a jovem cearense de 13 anos também foi vítima de feminicídio em 1941, por um adolescente que a assediava frequentemente e tentou estuprá-la em Santana do Cariri, no Ceará, onde ela vivia.

Em 2019, Benigna da Silva recebeu do Vaticano o título de beata. Em outubro deste ano, o Papa Francisco lembrou a história da beata durante uma das audiências que acontecem no Vaticano.

(*Juliana Maia, estagiária sob supervisão da editora web de OLiberal.com, Vanessa Pinheiro)

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