Padre Cláudio Pighin destaca Jesus como o Cordeiro que sela a nova aliança com Deus
Homilia do Segundo Domingo do Tempo Comum convida fiéis a uma vivência concreta do batismo e à obediência confiante à vontade divina.
Durante a homilia deste sábado (17/01), no Segundo Domingo do Tempo Comum, o Padre Cláudio Pighin refletiu sobre o Evangelho que apresenta o reconhecimento de Jesus como Messias por João Batista, ressaltando a imagem de Cristo como o Cordeiro de Deus e chamando os fiéis a uma experiência profunda de dependência, obediência e confiança em Deus.
A mensagem enfatizou a necessidade de resgatar o sentido da redenção, da salvação e da vida cristã vivida no cotidiano, especialmente a partir do batismo.
O reconhecimento do Messias
Logo no início da reflexão, Padre Cláudio explicou que o Evangelho proclamado não se concentra no batismo de Jesus em si, mas no momento em que João Batista reconhece a identidade do Messias. Segundo ele, trata-se de uma verdadeira profissão de fé.
“O evangelho de hoje não tem o objetivo de narrar o batismo de Jesus, mas de mostrar quando e como o Batista reconhece o Messias”, afirmou.
A imagem apresentada por João Batista remete ao Cordeiro Pascal do Êxodo, símbolo central da libertação e da aliança entre Deus e o povo.
Jesus, o novo Cordeiro da nova aliança
Ao aprofundar o simbolismo do Cordeiro, o sacerdote destacou que Jesus é apresentado como a vítima única e definitiva, capaz de resgatar a vida humana.
“É Jesus a única e verdadeira vítima que pode resgatar a vida humana. Ele é o novo Cordeiro imolado para assegurar a aproximação das pessoas com Deus”, declarou.
O Cordeiro, segundo o padre, representa a obediência total e o amor levado até a cruz, além de expressar a condição de Jesus como Servo de Deus.
A lógica do servo e a vida cristã
Padre Cláudio chamou a atenção para o significado profundo da palavra “servo”, entendida como dependência total de Deus.
“O servo não pode mandar mais que o patrão. O empregado sempre obedece e procura estar em total sintonia com o chefe. Assim é a nossa condição de cristãos”, explicou.
Para ele, a obediência a Deus nasce da confiança plena de que somente o Senhor pode orientar e sustentar a vida humana.
Limites humanos e necessidade de redenção
Outro ponto central da homilia foi o reconhecimento das limitações humanas diante do mistério da vida. Padre Cláudio alertou para a tendência contemporânea de reduzir a realidade apenas ao que pode ser compreendido racionalmente.
“Sem Deus, nós estamos perdidos. O perigo é sonhar um mundo irreal e não encarar a realidade do sofrimento humano, da esperança e dos limites do coração”, afirmou.
Nesse contexto, a redenção e a salvação oferecidas por Jesus ganham sentido concreto na experiência cotidiana da fé.
Comunidade, Espírito Santo e batismo
O sacerdote também destacou o papel essencial da comunidade cristã no encontro com Deus, lembrando que o ser humano, sozinho, tem dificuldade de fazer esse caminho.
“O profeta Batista confirma que foi Deus que o ajudou a discernir a presença de Jesus. Por isso, precisamos nos abrir a Deus participando da comunidade”, disse.
Ao concluir, Padre Cláudio ressaltou que a missão de Jesus é batizar no Espírito Santo, comunicando a todos a condição de filhos e filhas de Deus.
Um convite à reflexão pessoal
Encerrando a homilia, o padre deixou uma provocação direta aos fiéis:
“O que você está fazendo para se deixar ajudar por Deus em descobrir a vontade dele na sua vida? Você se lembra todos os dias que foi batizado? Vive concretamente o seu batismo no cotidiano?”
A mensagem final reforçou o chamado a uma fé vivida com coerência, confiança e entrega total à vontade de Deus.
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