Marido de soldado encontrada morta teria acesso a redes sociais da esposa, segundo print divulgado
O tenente-coronel da Polícia Militar Geraldo Neto foi afastado da corporação após a morte da soldado Gisele Santana. A mulher foi achada sem vida no apartamento onde moravam, em São Paulo (SP)
Um print de conversa entre o tenente-coronel da Polícia Militar (PM) Geraldo Neto, marido da soldado Gisele Alves Santana, encontrada morta em fevereiro, mostra que o homem teria acesso às redes sociais da esposa. A mulher de 32 anos foi achada sem vida e com um tiro na cabeça no apartamento onde morava com o companheiro, em São Paulo (SP). Segundo a família, ela era impedida de manter contato, ir à academia sem Geraldo e usar maquiagem, perfumes e salto alto.
VEJA MAIS
[[(standard.Article) Mulher de tenente-coronel é encontrada morta em casa em SP]]
A conversa em questão seria entre o tenente-coronel e um primo de Gisele, que não teve o nome revelado. Para o advogado dos familiares, José Miguel Silva, a captura de tela reforça a suspeita de violência psicológica. A morte da soldado é investigada como suspeita pela Polícia Civil.
O diálogo ocorreu pelo Instagram e foi iniciado por Geraldo. “Boa tarde. Eu sou marido da Gisele. Eu tenho acesso às redes sociais dela e ela nas minhas redes sociais”, iniciou o tenente-coronel. Em seguida, ele afirma que tirou print das conversas entre o receptor da mensagem e Gisele. “Acho que você está com muita conversa com a minha esposa”, falou Geraldo.
O primo da soldado respondeu, afirmando que conhece Gisele desde a infância e nunca a olhou com “segundas intenções”. “Bom que você viu as nossas conversas e viu que não tem nada demais, além de uma conversa de primos que se conhecem há mais de 15 anos”, escreveu o familiar. Ele também elogiou a família que Gisele e Geraldo formavam. Finalizando a mensagem, o primo mencionou um churrasco que seria feito no apartamento do casal.
Relembre o caso
A soldado da Polícia Militar (PM) Gisele Alves Santana, de 32 anos, foi encontrada morta no apartamento em que morava com o marido, o tenente-coronel da PM Geraldo Neto, e a filha de sete anos, no dia 18 de fevereiro. A mulher estava com um ferimento de bala na cabeça. O caso foi registrado, a princípio, como suicídio, mas passou a ser investigado como morte suspeita pela Polícia Civil.
No início das apurações, Geraldo afirmou às autoridades que discutiu com Gisele e falou que queria a separação. Em seguida, o tenente-coronel teria ido tomar banho, momento em que ouviu um disparo. Ao chegar à sala do apartamento, o homem encontrou a esposa no chão.
Gisele estava com uma arma na mão, conforme o depoimento. Logo Geraldo acionou as autoridades e relatou o ocorrido. Entretanto, a família da soldado contesta a versão de suicídio e afirma que o tenente-coronel era tóxico com a esposa. O homem pediu afastamento da corporação, decisão confirmada nessa terça-feira (3) em comunicado: “A Polícia Militar informa que o tenente-coronel encontra-se afastado de suas funções, a pedido.”
O casal estava junto desde 2024. A menina, fruto de um relacionamento anterior, não estava na residência na hora da morte.
Palavras-chave