Marcha da Visibilidade Trans reúne ativistas em Brasília neste domingo
Marcha homenageia Marsha Johnson, ativista trans e símbolo histórico.
Dentro das ações do Dia Nacional da Visibilidade Trans, Brasília recebe neste domingo, 25, a partir de uma da tarde, a terceira Marcha da Visibilidade Trans. A concentração será em frente ao Congresso Nacional.
O evento é promovido pela Associação Nacional de Travestis e Transexuais (ANTRA) e pelo Instituto Brasileiro de Transmasculinidades. A programação inclui falas políticas, intervenções artísticas e manifestações culturais.
A deputada estadual sergipana Linda Brasil, primeira mulher trans eleita para a Assembleia Legislativa de Sergipe, destaca o objetivo da mobilização.
"Várias pessoas trans, travestis, estarão ocupando a Esplanada dos Ministérios para dizer não à transfobia e dizer sim à diversidade. E este ano o tema é: "Brasil soberano é país sem Transfobia", porque viver numa democracia e lutar pela nossa soberania é garantir direitos individuais a todas as pessoas."
A agenda começou neste sábado e segue até terça-feira, com shows, seminários, fóruns e debates institucionais. Entre as pautas estão a proteção de crianças trans, o combate à violência, emprego digno e a defesa de cotas para pessoas trans em todo o país.
Na segunda-feira, a partir das seis da tarde, será lançado o Dossiê ANTRA 2026, no Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania. O documento reúne dados sobre assassinatos e violências contra a população trans no Brasil e também ficará disponível para download gratuito.
Homenagem a Marsha P. Johnson
O Dia Nacional da Visibilidade Trans é celebrado em 29 de janeiro desde 2004 e reforça a luta contra a violência, a discriminação e os retrocessos em direitos.
A “Marsha Trans” é escrita com “SH” em homenagem à Marsha P. Johnson, ativista negra e trans dos Estados Unidos, uma das figuras centrais do movimento LGBTQIAPN+. O coordenador político da Liga Transmasculina João W. Nery, Giovanni Oliveira, lembra a importância histórica da ativista.
"Para você ter uma ideia, em 1969, ela esteve entre as pessoas que resistiram à violência policial durante a revolta de Stonewall, lá em Nova York. Este marco que mudou a história do nosso movimento no mundo inteiro. (00:42) Mas a Marsha, ela não foi só o símbolo de resistência. Junto com Sylvia Riviera, (00:46) ela criou a Star, uma organização que acolhia jovens trans e queer em situação de rua quando ninguém mais queria cuidar dessas vidas."
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