Levantamento aponta crescimento de casos de ameaça e lesão corporal à mulheres durante jogos
Especialistas comentam sobre a necessidade de conscientização e impactos na saúde mental e física das mulheres
Milhares de torcedores acompanham partidas da Copa América, Brasileirão, Libertadores e outros campeonatos em todo o país. Segundo dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública (2022), em dias de jogos de futebol masculino, os casos de violência contra a mulher aumentam mais de 23% nas grandes capitais brasileiras.
Para especialistas da área jurídica, conscientização e denúncia são fundamentais para romper o ciclo da violência. “A defesa das mulheres vai além da existência da lei. É um compromisso coletivo que envolve respeito, igualdade e responsabilidade social. Denunciar é um passo essencial para interromper a violência e evitar que ela se repita”, afirma Ielly Barros, docente de direito penal. Ela reforça ainda a importância de canais como o Disque 180, que permitem denúncias seguras e sigilosas.
A luta por respeito e igualdade de gênero ainda exige mobilização constante. No site naofiquecalado.com.br, é possível acessar informações sobre violência de gênero, formas de denúncia e caminhos para buscar ajuda. A campanha também incentiva a participação do público masculino na conscientização e no combate à violência contra as mulheres.
Saúde Física e Mental
Sob a perspectiva médica, os impactos físicos da violência exigem atenção imediata. Lesões como hematomas, fraturas, traumas cranioencefálicos e danos internos são frequentes e podem gerar complicações graves. Para a Dra. Vera Lúcia Fonseca, médica e professora do IDOMED, a violência produz consequências complexas e duradouras. “Muitas vítimas desenvolvem dores crônicas, incluindo cefaleia, fibromialgia e dores pélvicas e abdominais”, destaca.
Os efeitos psicológicos também são profundos. Mulheres vítimas de violência apresentam maior risco de ansiedade, depressão e transtorno de estresse pós-traumático, além de prejuízos na autoestima e nas relações sociais. Para Erica Vacilloto Fregonesi Domingues, psicóloga do IBMEC, “a violência não atinge apenas o corpo — ela desestrutura a saúde mental, gera insegurança constante e pode levar ao isolamento”.
Não fique calado
Com apoio do Instituto Yduqs, reforça a importância dos canais oficiais de denúncia, como o Ligue 180, e do engajamento coletivo no combate à violência. Mais informações e conteúdos da campanha estão disponíveis em naofiquecalado.com.br.
“Como a maior universidade do Brasil, entendemos nosso papel em levar informação e apoio à sociedade, fortalecendo a atuação dos Núcleos de Práticas Jurídicas e dos Serviços-Escola de Psicologia”, destaca Renata Tasca, diretora de Estratégia de Marcas e Mídia da Estácio.
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