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Chefe investigado por racismo e briga com funcionárias comemorou 'embranquecimento' da equipe

O suspeito é acusado de enviar áudios e mensagens com teor ameaçador e publicado imagens das vítimas com conteúdo racista

Gabrielle Borges

O que deveria ser um dia comum de serviço no Centro Empresarial Iguatemi, um dos prédios comerciais mais movimentados de Salvador, terminou em um episódio de violência e racismo de um patrão contra duas funcionárias.

O fato ocorreu na última terça-feira (06), mas ainda está repercutindo nas redes sociais, principalmente após uma publicação de teor racista ter circulado na web no decorrer da semana. Tudo começou quando uma briga na recepção do prédio comercial deixou pelo menos duas mulheres feridas.

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O incidente foi registrado em vídeo e as vítimas foram identificadas como Mônica Freitas e Naiane Ferreira, cujas imagens aparecem em vídeos que circulam nas redes sociais.


Mônica e Naiane trabalharam por pouco mais de um ano em um estabelecimento pertencente ao empresário Adalberto Argolo, acusado de racismo e lesão corporal. Segundo os relatos apresentados pelas vítimas, durante o período de vínculo empregatício elas teriam sido alvo constante de ameaças por parte do homem.

Comemoração ao "embranquecimento" da equipe

De acordo com os depoimentos, a agressão física teria sido o ponto culminante de uma sequência de perseguições. O suspeito é acusado de enviar áudios e mensagens com teor ameaçador por meio do WhatsApp. Além disso, há denúncias de que ele teria publicado imagens das vítimas com conteúdo racista em redes sociais.

Publicações feitas em dezembro de 2025 passaram a integrar o conjunto de provas da denúncia. Nas postagens, o investigado comparava as equipes das confraternizações de 2024 e 2025 e afirmava que o nível da empresa teria aumentado após a fotografia ter “clareado”, declaração interpretada pelas vítimas como um ato explícito de racismo.

O caso foi registrado e é investigado como lesão corporal pela Central de Flagrantes de Salvador. O suspeito, no entanto, afirma que tanto os vídeos quanto as fotos divulgadas teriam sido editados.

Em nota, a administração do centro empresarial declarou repúdio a qualquer forma de violência, especialmente contra mulheres, e classificou o episódio como um caso isolado. O condomínio informou ainda que segue à disposição das autoridades para prestar os esclarecimentos necessários ao inquérito

(*Gabrielle Borges, estagiária de jornalismo, sob supervisão de Felipe Saraiva, editor web de OLiberal.com.)