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Após habeas corpus, MC Ryan, Poze e dono da Choquei voltam a ter prisão decretada pela PF

A decisão deu-se poucas horas após o Superior Tribunal de Justiça (STJ) conceder habeas corpus aos suspeitos do crime de lavagem de dinheiro

Victoria Rodrigues

Poucas horas após o Superior Tribunal de Justiça (STJ) conceder habeas corpus, a Polícia Federal solicitou, nesta quinta-feira (23), a prisão preventiva de MC Ryan SP, MC Poze do Rodo e do influenciador digital Raphael Sousa Oliveira, criador da página Choquei, que acumula 27 milhões de seguidores no Instagram. Os suspeitos haviam sido presos no dia 15 de abril, mas foram soltos após o ministro Messod Azulay Neto considerar ilegal o decreto de prisão temporária dos alvos durante o período de 30 dias.

O grupo formado pelo criador da Choquei, MCs e outras pessoas envolvidas no caso está sendo acusado de movimentar mais de R$ 1,6 bilhão, por meio de esquemas que envolveram bets ilegais, rifas clandestinas, tráfico internacional de drogas, criptomoedas, remessas ao exterior e até empresas de fachada. Agora, com o avanço das investigações, a Polícia Federal relatou que já existem provas suficientes para justificar a conversão da prisão temporária em preventiva.

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Quais eram os papéis dos supostos criminosos?

De acordo com a investigação, o cantor Ryan Santana dos Santos, mais conhecido como MC Ryan SP, foi identificado como líder e principal beneficiário econômico da organização. Marlon Brendon Coelho Couto da Silva, conhecido como MC Poze do Rodo, foi vinculado a empresas e estruturas financeiras. Já Raphael Sousa Oliveira, o criador da página Choquei, atuava como operador de mídia da engrenagem criminosa, recebendo dinheiro de MC Ryan SP e MC Poze do Rodo.

Em nota, a defesa de MC Ryan SP se pronunciou sobre o caso e criticou a decisão do juiz de decretar prisão preventiva logo após o habeas corpus. "Ilegalidade das prisões de MC Ryan, Diogo 305 e dos demais investigados no âmbito da Operação Narco Fluxo. A consequência natural e jurídica desta decisão é a revogação da prisão, medida que decorre diretamente da própria decisão ao ser reconhecido o erro no prazo fixado para a prisão temporária", disse o advogado do líder da organização, Felipe Cassimiro.

Confira outras pessoas que também estão envolvidas no crime:

  • Rodrigo de Paula Morgado (peça-chave do grupo que articulava transferências bancárias e auxiliava na proteção patrimonial de MC Ryan SP);
  • Tiago de Oliveira (braço-direito de MC Ryan SP e atuava como procurador e gestor financeiro do artista);
  • Alexandre Paula de Sousa Santos (fazia ponte entre plataformas de apostas e empresas ligadas a MC Ryan SP);
  • Arlindma Gomes dos Santos, Lucas Felipe Silva Martins e Sydney Wendemacher (eram operadores logísticos do crime).

Quais provas foram apreendidas?

Segundo informações da Polícia Federal, os recursos obtidos com o crime eram colocados em várias contas bancárias para dificultar o rastreamento da Receita Federal. Além disso, desde o início das investigações, a Justiça também autorizou a apreensão de dinheiro em espécie acima de R$ 10 mil, assim como objetos, veículos e imóveis de alto valor de mercado, como joias, relógios, carros, motos, embarcações, aeronaves e outros itens de luxo encontrados com os investigados. 

(Victoria Rodrigues, estagiária de Jornalismo, sob supervisão de  Luciana Carvalho, editora web em Oliberal.com)