Advogado é preso por estuprar jovem após oferecer emprego falso no DF
Suspeito de 53 anos se passou por delegado e dopou a vítima em um apartamento em Águas Claras
Um advogado de 53 anos foi preso na manhã deste sábado (14) sob suspeita de dopar e cometer estupro contra uma jovem de 23 anos no Distrito Federal. O crime ocorreu na última terça-feira (10), em Águas Claras, após o investigado atrair a vítima com uma promessa de falso emprego. O homem, que fingia ser delegado de polícia, foi localizado pela Polícia Civil enquanto tentava fugir.
A vítima, que se mudou de Manaus para Brasília há cinco meses, relatou que conheceu o suspeito por indicação de uma amiga. Durante um encontro em um restaurante, o homem exibiu armas e algemas para reforçar a farsa de que era uma autoridade policial.
"Ele estava com um negócio na cintura e dava para ver que era uma arma. Também estava com uma algema. Então eu realmente achei que ele era delegado", afirmou a jovem em entrevista à TV Globo.
Investigação aponta uso de substâncias para dopar a vítima
Após a conversa no restaurante, o investigado convenceu a mulher a ir até o seu apartamento sob o pretexto de vender uma cama. No local, ele ofereceu um refrigerante à jovem, que perdeu a consciência logo após a ingestão. A vítima afirmou ter acordado apenas 24 horas depois, sem roupas, no imóvel. "Com uma mão ele segurava meu braço e com a outra estava perto da arma. Eu pensei: se eu gritar ou tentar fugir, ele vai atirar", relembrou a mulher sobre o momento em que foi conduzida ao prédio.
Ao conseguir sair do local, a jovem buscou ajuda e registrou a ocorrência na 21ª Delegacia de Polícia. Durante as buscas na residência do suspeito, os agentes apreenderam fardas policiais e comprimidos que podem ter sido utilizados para dopar vítimas. De acordo com a delegada Elizabeth Frade, o homem utilizava a imagem de empresário e policial para ganhar a confiança das mulheres.
Suspeito foi detido enquanto tentava fugir com ajuda de sargento
A prisão do advogado ocorreu no momento em que ele planejava deixar a região com o auxílio de um sargento da Polícia Militar, que foi autuado em flagrante por favorecimento pessoal. A Polícia Civil agora investiga se outras mulheres foram vítimas do mesmo modo de operação, já que outros relatos semelhantes surgiram após a divulgação do caso. A defesa da vítima informou que o episódio foi levado à Comissão de Ética da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).