Acessar
Alterar Senha
Cadastro Novo

Pontos de lazer ao ar livre em Belém são palcos de histórias de amor e resistência

Nos 406 anos da capital paraense, visitantes e gestores ressaltam a importância de complexos de lazer ao ar livre na cidade

Paula Figueiredo, estagiária sob orientação de Heloá Canali

Vento fresco, pôr do sol e barulho das ondas da Baía do Guajará. É assim que um habitante de Belém passa as tardes na Estação das Docas, uma das áreas de lazer ao ar livre mais frequentadas pelos paraenses. Repleto de restaurantes, o ponto turístico é um cartão postal da cidade, recebendo, mesmo durante a pandemia, uma média mensal de 300 mil visitantes animados para curtir horas de happy hour, tomar sorvete ou degustar de pratos diversos, que vão do risoto ao tacacá. 

VEJA MAIS

Descubra curiosidades e fatos inusitados sobre as ruas de Belém Entenda a escolha dos nomes das ruas, como eles mudaram, o que significam em cada período da história e as situações incomuns envolvendo essas denominações

Ruas de Belém são marcadas por cheiros e sabores Pratos típicos que encantam moradores são reconhecidos internacionalmente. Confira seis pratos que são a cara da capital paraense e aprenda como fazê-lo

Estação das Docas (Reprodução: Cláudio Pinheiro / O Liberal)

Os 32 mil metros quadrados divididos em armazéns nomeados de Boulevard das Artes, Boulevard da Gastronomia e Boulevard das Feiras e Exposições foi inaugurado em 2000 e faz parte dos complexos administrados pela Organização Social Pará 2000.

“Nosso objetivo é oferecer ao visitante a melhor experiência possível em cada um dos equipamentos turísticos que gerimos, contribuindo, assim, para que o Pará continue sendo um dos destinos mais desejados do Brasil e do mundo. E claro, que o turista aproveite cada experiência singular ao ar livre, seja em contato com o melhor da gastronomia ou com as espécies da fauna e flora amazônica”, declara Ruan Rocha, diretor-presidente da OS Pará 2000.

Ponto de resistência

Jordan Souza (Reprodução: Arquivo pessoal)

Também ao ar livre fica a praça Dorothy Stang, localizada na Passagem Santos Dumont, na Sacramenta. O conjunto, inaugurado em 2010 em homenagem a missionária que carrega o nome do local, chama jovens, crianças e esportistas, que buscam alguma forma de se divertir no bairro. Jordan Souza, um arquiteto de 26 anos, frequentador assíduo, ressalta a importância para os moradores.

“É muito importante não só para cidade, mas principalmente para os moradores locais daqui da Sacramenta, porque é uma região periférica que não tem tantas opções de lazer como no centro, gera interação humana e movimenta até a economia daqui. Tem umas casas que já vendem água, às vezes tem pessoas com carrinho de lanche”, diz ele. 

Jordan Souza (Reprodução: Arquivo pessoal)

Curioso, Jordan conheceu o complexo acidentalmente em 2013, quando passava para andar de skate na praça do Marex. Agora, ele comemora que não precisa ir longe para praticar o esporte. “A praça incentiva a prática do esporte, não só do skate. Aqui tem quadra de futsal, vôlei, academia e eu vejo que a cidade precisa muito de espaços assim, onde os moradores possam chegar e ocupar”, finaliza.

A região citada é um famoso ponto de encontro na Sacramenta, com vários circuitos alternativos, festivais e a conhecida Batalha da Dorothy Stang, movimento cultural de hip-hop que reúne MCs, grafiteiros, djs e inúmeros jovens no anfiteatro.

Histórias de amor

Outro lugar que atrai jovens, como Pamela Figueiredo e Rennan Gustavo, é o Mangal das Garças. O parque naturalístico é resultado de uma revitalização feita pelo Governo do Pará e inaugurado em 2005. O espaço entrega para os seus 30 mil visitantes mensais 4.000 metros de lagos, aves, restaurantes e vegetação típica. Foi lá, às margens do Rio Guamá, que o casal teve encontros apaixonados.

Legenda (Reprodução: Oswaldo Forte / O Liberal)

"Eu lembro que em um encontro, um amigo do Rennan tava lá tocando violão, eu abaixei a cabeça no ombro dele [do noivo] e fiquei olhando para o rio, escorreu até uma lágrima", diz Pamela, relembrando os momentos especiais que passou na ‘Maloquinha’ do Magal. "Eu amo o Mangal demais, principalmente pelo significado que ele tem para mim, me traz um misto de emoções e sentimentos bons”, completa. 

Pamela Figueiredo e Rennan Gustavo (Reprodução: Arquivo Pessoal)

O sentimento expressado pela turista é o mesmo de vários outros habitantes da capital, que veem nesses lugares, como a Estação das Docas, uma forma de pausar o estresse do dia a dia. Buscam no Mangal das Garças, um jeito de se aproximar e interagir com a família e na praça Dorothy Stang, um incentivo para melhorar a qualidade de vida.

Belém Pra Ver e Sentir
.

Desculpe pela interrupção. Detectamos que você possui um bloqueador de anúncios ativo!

Oferecemos notícia e informação de graça, mas produzir conteúdo de qualidade não é.

Os anúncios são uma forma de garantir a receita do portal e o pagamento dos profissionais envolvidos.

Por favor, desative ou remova o bloqueador de anúncios do seu navegador para continuar sua navegação sem interrupções. Obrigado!