Uma grande quantidade de seixo foi descarregada, na manhã desta quinta-feira (2), na ciclofaixa da rua dos Mundurucus, entre a avenida Alcindo Cacela e a travessa 9 de Janeiro, no bairro da Cremação, em Belém. O despejo do material na faixa restrita prejudicou a circulação dos ciclistas. A situação foi constatada pela Redação Integrada e ocorreu na véspera do Dia Mundial da Bicicleta, celebrado nesta sexta-feira (4).
Uma das principais dificuldades enfrentadas por quem usa bicicletas para praticar esporte ou para se locomover em Belém é exatamente a ocupação irregular das ciclofaixas, que obriga os condutores a desviar desses obstáculos e ir para o meio da rua, correndo o risco de serem atropelados pelos veículos. Educador físico, Fábio Rogério Batista, 50 anos, é ciclista e passa por aquele trecho da rua dos Mundurucus todo dia. “Eu pedi para ele (um trabalhador) botar o clone entre o carro e o trânsito pra gente poder passar com segurança. O rapaz aí entendeu. Mas o outro foi ignorante”, disse. “O rapaz tá trabalhando em obra, vai ter transtorno, não tem como. Mas é importante que tenha um cone para proteger a gente. Ele botou o clone para proteger o carro. E nós, que somos ciclistas, ficamos entre o clone e o trânsito”, afirmou.
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Outro problema enfrentados pelos ciclistas é a “paradinha emergencial”. Ou seja, aquele motorista que para o veículo na ciclofaixa, ainda que por pouco tempo. “Liga o pisca e fica no celular, esperando alguém descer. Isso é uma via segregada, e precisa ser respeitada”, disse Fábio Rogério.
Ainda segundo ele, também há casos de moradores que páram o carro na ciclovia e vão almoçar. “Vai almoçar? Então bote na garagem o seu carro e a gente vai estar com a nossa via liberada”, disse. Outro problema são os veículos que estacionam na ciclovia para o descarregamento de bebidas e outras mercadorias em bares. “Amigo, se você vai abastecer (o bar), bote o seu clone abrindo uma nova ciclovia entre você e o trânsito”, alerta Fábio, que também faz parte de grupo de ciclismo.
A Redação Integrada falou com um homem que, aparentemente, estava coordenando a retirada do material da ciclofaixa, levando-o para a área interna de um prédio residencial. Ele argumentou que somente o síndico do prédio poderia falar sobre o assunto. No entanto, afirmou que o mesmo estava em reunião naquele momento.
Em nota, a Superintendência Executiva de Mobilidade Urbana de Belém (Semob) informou que "mantém fiscalização regular na cidade, em rondas, para coibir a circulação, estacionamento e parada de veículos em ciclofaixa e ciclovias da cidade. Portanto, a competência da autarquia é de fiscalizar somente veículos (carro/motos)".
