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Emoção e lágrimas em homenagem à Marília Mendonça, no Santuário de Fátima, em Belém

Na celebração, poucos seguraram a emoção quando a cantora paraense Carol Diva fez um duo com Léo Lima, da banda Agnus, em Estrelinha

O Liberal

A missa foi celebrada pelo cônego e pároco do Santuário de Fátima, Silvio Trindade, nesta noite de sexta feira (12), com início às 20h, e foi marcada do início ao fim por homenagens à cantora Marília Mendonça, que faleceu precocemente em 5 deste mês, em acidente aéreo em Minas Gerais, que matou outras quatro pessoas, entre elas, o tio da artista, Abiceli Filho. A Iniciativa partiu de profissionais de empresas de eventos culturais de Belém.

A celebração presidida pelo cônego Sílvio Trindade foi toda acompanhada pela banda musical Agnus. Ao final, os músicos da Agnus, o intérprete Léo Lima, o saxofonista Kleber Jesus e o tecladista Cristian Quintela, acompanhados da Carol Diva, executaram a música “Estrelinha”. Essa composição dá nome ao álbum de Marília Mendonça, do ano de 2018, justamente o ano em que ela esteve em Belém com o show A Festa das Patroas, com casa lotada, no Hangar Centro de Convenções. 


No Santuário de Fátima, poucos seguraram a emoção quando Carol Diva fez o duo com o cantor Léo Lima, em Estrelinha. Nesse momento, a própria Marília Mendonça apareceu num telão e muita gente chorou. O timbre da cantora paraense lembra o da goiana.

"Teve uma hora que eu olhei para o telão e achei que era ela cantando aqui para nós", disse a fonoaudióloga Ana Carolina Rabelo, 26 anos, do fã clube de Maiara e Maraísa, mas apaixonada pelo trabalho de Marília, como ela fez questão de afirmar.

"Eu fiquei três dias sem conseguir sair de casa, fica um nó horrível na garganta, um aperto no peito. Agora, eu já estou tomando consciência que é real, e estou buscando rezar, porque não é porque ela se foi que o amor vai acabar, a gente vai amar ela para sempre", acrescentou Ana Carolina Rabelo.

A recepcionista de um salão de beleza, no bairro Castanheira, Heloísa Faro, de 27 anos, chorava bastante ao sair do Santuário de Fátima. "Eu ainda não consigo ouvir a Marília. Eu tenho três amigas e a gente está sentindo muito. Elas estão no mesmo estado que eu, a gente só chora e acha que isso não é possível, que ela vai chegar e vai aparecer, porque ela estava sempre presente com a gente, e agora dói muito", disse Heloísa.

O diretor da Bis Entretenimento, Calilo Kzan, lembrou que a artista sempre esteve próxima do Pará, por isso, a empresa considerou natural apoiar uma celebração religiosa. "Lembro que no início da carreira, o primeiro grande show com grande público, foi no interior do Pará, (no município de Itaituba). Então, nada mais justo do que organizar uma homenagem para ela, dos produtores que já trabalharam com ela. Eu me orgulho muito de ter organizado o último show dela aqui em Belém, (no ano de 2019). A pessoa maravilhosa, doce que ela era. Ela nos deixa no auge da carreira. No meio de tantos homens, ela se destacou, com qualidade musical e de composição", afirmou Calilo Kzan.

A produtora cultural Rosalina Melo, da Link Produções, uma das organizadoras do evento, também lembrou da estreita ligação de Marília Mendonça com Belém e o Pará. "Nós, produtores culturais locais, as três empresas de eventos culturais aqui, em Belém, nos unimos para fazer essa homenagem. Nós sabemos que a família dela é evangélica, mas nós somos católicos e essa não é uma missa de sétimo dia, é uma celebração pela memória da Marília", afirmou Rosalina. 

Belém