Fiéis tomaram as ruas da Cidade Velha, em Belém, para participar da tradicional procissão de Corpus Christi com o Santíssimo Sacramento na manhã desta quinta-feira (30). A celebração, que é uma das mais importantes do calendário litúrgico católico, reuniu milhares de devotos no trajeto que iniciou na Catedral da Sé, no centro Belém, por volta das 08h30, e seguiu o percurso até a Paróquia Santa Luzia, no bairro do Jurunas, onde foram montados tapetes de serragem em homenagem ao Corpo de Cristo.
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Durante o trajeto, os participantes puderam refletir sobre o significado da Eucaristia. A procissão iniciou após uma missa na Catedral da Sé, que foi celebrada pelo arcebispo de Belém, Dom Alberto Taveira Corrêa. Na caminhada, diversos foram os devotos que puderam expressar a fé e a devoção - tanto aqueles que seguiam no trajeto quanto os que acompanhavam a celebração de suas casas.
A procissão contou com um carro enfeitando com flores, levando o Sacrário - artefato que se guarda a hóstia -, que foi conduzido por um andor junto ao arcebispo de Belém e diáconos da Catedral. Na chegada da Paróquia Santa Luzia, os tapetes coloridos confeccionados com serragem e flores, deram espaço para os fiéis. Os tapetes foram marcados por elementos que lembram a Eucaristia - representando o corpo e o sangue de Jesus Cristo.
Eucaristia viva
Monsenhor Agostinho Cruz, Cura da Catedral da Sé e vigário geral da Arquidiocese de Belém, explica que o dia de Corpus Christi celebra o sacramento do Corpo e Sangue de Jesus Cristo, como forma de recordar a última ceia do Messias com os apóstolos. "Hoje é um dia muito especial para toda a Igreja, porque ela torna pública a sua fé na presença viva e real de Jesus na Eucaristia. É de suma importância essa festa para toda a Igreja, porque Jesus fica presente através do Santíssimo Sacramento. Isto porque na hóstia está presente o Corpo, o Sangue, a Alma e a Divindade de Nosso Senhor", enfatiza o monsenhor.
Devoção
Quem acompanhou de perto a procissão desde o início foi a autônoma Cláudia Oliva, de 57 anos, moradora do bairro da Campina. Desde o início na missa, que foi celebrada na Catedral da Sé, ela afirmou que iria participar de todo o trajeto. Para ela, a data leva a refletir o sacrifício de Jesus com a humanidade. "Nós, como católicos, somos muito abençoados, porque, neste dia, Cristo passeia no meio de nós. Isso, para mim, é maravilhoso. E eu sempre participo das celebrações", conta ela.
Aos 92 anos, a aposentada Paula Perdigão esperava ansiosa a procissão passar na frente da casa dela, no bairro do Jurunas. Em uma mesa montada com as imagens de Nossa Senhora de Nazaré e de Jesus Cristo, a poucos minutos da chegada do Sacrário na Paróquia Santa Luzia, ela aguardava pela passagem do Santíssimo Sacramento. "Corpus Christi simboliza muita coisa. Desde o momento em que eu me entendo por gente eu sempre fui católica. Eu tenho passado por muitas turbulências, mas a minha fé é o que me move", diz a idosa.
