Interdições de tráfego foram necessárias em alguns trechos do Comércio de Belém após o incêndio que atingiu 7 lojas na madrugada desta terça-feira (22). Eram 6 lojas dentro de um grande imóvel localizado na esquina das ruas 13 de Maio e 7 de Setembro e mais uma loja dentro de um grande imóvel ao lado desse. A Prefeitura de Belém informou, por volta das 10h, que condutores de veículos precisam estar atentos, pois a avenida Portugal está interditada nos cruzamentos com a Rua Manoel Barata e a Travessa 13 de Maio.
O acesso para a rua Manoel Barata e para a Travessa 13 de Maio é feito somente a partir da Travessa Padre Eutíquio. Agentes municipais de trânsito permanecem nos pontos de bloqueio, organizando e orientando condutores e pedestres para garantir a fluidez e segurança viária.
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Patrimônio Histórico
A Fundação Cultural do Município de Belém (Fumbel), por meio do Departamento de Patrimônio Histórico (Deph), informou que também esteve com equipe nesta manhã para vistoria do local e que o imóvel, embora particular, está no centro histórico de Belém e faz parte do conjunto tombado como patrimônio histórico.
"Não se sabe, até o momento em que a equipe esteve no local, em qual das lojas iniciou o incêndio, por volta das 1h30 da madrugada", diz a nota da Fumbel.
O Corpo de Bombeiros do Pará foi acionado ainda na madrugada, porque as chamas foram detectadas por uma câmera do Centro Integrado de Operações (Ciop), que fica no Palácio Antônio Lemos.
Segundo a Fumbel, no final da manhã, o incêndio estava quase contido, mas, por dentro, tudo se perdeu: pisos, estruturas de madeira, material estocado, bens das lojas. A única coisa que não se destruiu, foram as estruturas de paredes do lado externo. A Fumbel afirma que não há risco de desabamento.
"O imóvel é particular e a responsabilidade é do proprietário. Mas cabe à Fumbel e demais órgãos de preservação a fiscalização do patrimônio acompanhar e tomar medidas cabíveis para evitar novos incêndios. A Fumbel está realizando a atualização do inventário desses prédios no centro histórico, averiguando inclusive a questão dos usos desses espaços para estocagem de produtos e outros materiais, a documentação e adequação dos mesmos em relação à segurança contra incêndios", detalha.
"A Fundação, por meio do Deph, também está propondo uma reunião emergencial com órgãos de patrimônio e segurança, como Corpo de Bombeiros, Defesa Civil, Guarda Municipal e Secretaria Municipal de Economia, entidades como a Associação Comercial do Pará e outras, que atuam na área histórica e na política de preservação do patrimônio, para buscar ações conjuntas imediatas e assertivas de fiscalização e prevenção", acrescenta a nota.
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