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Fumaça em Belém: comunidade Santana do Aurá sofre com gases de incêndio em lixão há três dias

Fumaça que vem cobrindo os céus de Belém, desde sábado (17), é proveniente de um incêndio ocorrido no lixão que deveria estar totalmente desativado

Dilson Pimentel

Há pelo menos três dias, moradores da comunidade Santana do Aurá, no limite entre Belém e Ananindeua e no entorno do lixão do Aurá, estão sofrendo com a fumaça de um incêndio no espaço que deveria estar desativado. Na sexta-feira (16), o foco de incêndio foi identificado pelo Corpo de Bombeiros Militar, que vem combatendo as chamas e tentando evitar que novos pontos de fogo se formem. Na madrugada de sábado (17), a fumaça começou a se espalhar pela região metropolitana, com fedor de lixo queimado.


Na comunidade, os efeitos da fumaça prejudicam a população local, que vê casas e comércios sendo invadidos com o fedor que provoca irritação na garganta e nos olhos. A doméstica Irene Soares da Luz, de 60 anos, diz que à noite os efeitos são piores, pois quando o vento para, a fumaça desce. "Se pudesse, eu morava em outro lugar. Mas infelizmente não posso", reclamou a moradora, que cria galinhas e diz que isso também afeta os bichos.

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Maria de Jesus Machado, de 67 anos, mora no conjunto Verdejante. Ela faz doces e mora nesse endereço há 30 anos: "Fica fedendo. Pior horário é de manhã. Umas seis horas, quando vou para a padaria. Tá horrível. Tenho problema de asma", relatou. Ela afirmou que esse problema com focos de incêndio no lixão começou, na verdade, na quarta-feira da semana passada.


A escola municipal Santana do Aurá, vinculada à Prefeitura de Belém, fica relativamente perto do lixão e a fumaça entra na escola. As aulas seguem normalmente, apesar das reclamações da comunidade escolar de que as condições são insuportáveis.

Por nota, a Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semas) informou que "...um foco de incêndio, de onde está vindo a fumaça percebida em Belém, foi detectado no lixão do Aurá, que é gerido pela Secretaria de Saneamento de Belém. A Semas informa ainda que permanece monitorando o caso e que irá oficializar à Sesan para que ela se manifeste sobre o ocorrido. A Semas informa ainda que o tempo seco e a baixa pluviosidade (pouca chuva) nesta época do ano contribui para o aprisionamento de 'fumaça, poluentes em geral' sobre grandes cidades, como a Capital. Esta condição está relacionada a um evento meteorológico denominado Inversão Térmica".

A Prefeitura de Belém, por nota, garantiu que "...toma medidas para buscar solucionar o problema. Por meio da Secretaria Municipal de Saneamento (Sesan), informa que o foco de fogo no lixão do Aurá é consequência do gás de metano, pois, com a falta de chuvas, esquenta e o fogo se alastra. A Secretaria informa também que, em conjunto com o Corpo de Bombeiros, está encaminhando carros- pipa e carros de hidrojateamento para amenizar a situação. E também providencia uma escavadeira hidráulica para proporcionar a entrada de oxigênio e, assim, apagar o fogo no local".

Belém