Voluntários da Pastoral da Acolhida intensificam preparativos para o Círio de Nazaré 2026
O grupo conta, durante todo o ano, com 18 pessoas atuando na Casa Coração Imaculado de Maria (CIM). Durante o festejo, o número sobe para 32
A Pastoral da Acolhida, localizada na Casa Coração Imaculado de Maria (CIM), em Belém, tem intensificado os serviços no período de preparativos para o Círio de Nossa Senhora de Nazaré 2026. Atuante durante todo o ano, o grupo conta com 565 voluntários, sendo 18 deles direcionados aos trabalhos na Casa CIM, e assiste cerca de 100 pessoas mensalmente. A pastoral recebe doações de diversos tipos — como alimentos, medicações e insumos para o lava-pés —, utilizadas durante a festividade em outubro e ao longo dos demais meses.
VEJA MAIS
No período do Círio, o número de voluntários na Casa CIM sobe para 32. Entre eles, está Lúcia Cabral, que participa da Pastoral da Acolhida há mais de 20 anos. A voluntária conta que já prestou serviço a diversos setores da igreja — limpeza e recepção, por exemplo —, mas no início dos anos 2000 decidiu se dedicar à arrecadação e doação de materiais.
“A pastoral, para mim, é tudo. A gente tem aquela amizade, nós somos muito parceiros. Se um precisar, a gente vai lá e ajuda. Se outra precisar, você vai lá e ajuda. Até na casa, se você precisar, a gente está lá”, relata.
Lúcia diz que, pelos anos em que está, já deveria ter parado com o voluntariado, mas continua firme. “É o amor que tem aqui”, justifica.
O pouco torna-se muito
A voluntária afirma que, durante o Círio, a Pastoral da Acolhida recebe doações de diferentes volumes — umas levam um quilo de alimento e outras doam fardos. Dentre todos os materiais doados, o que mais a toca são as pequenas quantidades, dadas por aqueles que não têm recursos para oferecer grandes ofertas.
“O que mais toca no meu coração é uma ‘vózinha’ ou um ‘vôzinho’ chegar aqui com 1/4 de charque, 1/4 de feijão e dizer: ‘Eu tinha um pouco de feijão e dividi com vocês.’ Isso, para mim, vai bem no coração”, fala.
Há cerca de cinco anos, a voluntária Regina Romeiro se dedica ao trabalho na Pastoral da Acolhida. Ela fala que, diariamente, conhece histórias que a emocionam. Como exemplo, Regina diz que algumas mulheres aparecem para doar em honra aos maridos falecidos, que, em vida, apoiaram a iniciativa.
“É uma enorme gratidão poder participar não só do Círio, como paraense, devota e filha de Nossa Senhora, mas servir um pouquinho. A gente serve tão pouco e recebe muito”, ressalta.
Regina agradece a Deus por aqueles que doam à pastoral e deixa um recado: “Venham cada vez mais. Nós estamos precisando muito de tudo. É um Círio cada vez maior, vocês sabem disso, e nós temos muitas pessoas necessitadas. A pastoral funciona o ano todo, nós servimos o ano todo. É muito trabalho, muita gratidão, suor e lágrimas.”
Dedicação total
A Pastoral da Acolhida é tida como “o Círio que ninguém vê”, segundo a coordenadora Socorro Almeida. Ela destaca que a principal missão do grupo é servir àqueles que mais precisam, dentro e fora da festividade à Rainha da Amazônia.
“Atualmente, nós temos quase 100 pessoas que vêm pegar cestas básicas. O serviço não para. Terminou o Círio, a gente já pensa em cestas básicas para a Casa do Pão, onde vai mais de 50% do mantimento que nós recebemos no Círio”, explica.
Neste momento, Socorro afirma que os principais itens em falta são as proteínas — carne vermelha e frango, por exemplo. A pastoral recebe, também, arroz, feijão, macarrão, óleo, leite, café de mais alimentos. Materiais de limpeza, higiene e saúde, como sacos de lixo, curativos e gel de massagem, são aceitos.
“Aqui, nós somos 32 na época do Círio. Fixo, nós somos 18. Tem o atendimento, acolhimento, cozinha massagem, lava-pés, almoxarifado, saúde. Esta é a Pastoral da Acolhida”, diz.
A coordenadora reforça que as doações neste período são recebidas de domingo a domingo, das 9h às 18h. Fora da festividade, às segundas, quartas e sextas-feiras, no mesmo horário. Socorro diz que, caso não haja voluntários, a portaria recebe os itens.
Doação para a Pastoral da Acolhida
O que doar: água, alimentos não perecíveis, carnes, produtos de limpeza, itens de higiene pessoal (álcool em gel, escova de dente, creme dental, papel higiênico e sabonete líquido), insumos médicos (álcool 70%, máscara, luva, esparadrapo, algodão, gaze, tala e touca, medicações (AAS, buscopan, captopril, cetoprofeno, dipirona e paracetamol), géis de massagem e toalhas
Onde doar: Casa Coração Imaculado de Maria (Cim). Travessa 14 de Março, 1955 - Nazaré
Quando doar: domingo a domingo, de 9h a 18h
Palavras-chave