Véspera de Páscoa: quinta-feira Santa intensifica movimento no Terminal Rodoviário de Belém
Passageiros antecipam viagens para o interior e praias no Pará; fluxo deve aumentar na Sexta-feira Santa
A movimentação no Terminal Rodoviário de Belém, no bairro de São Brás, foi intensa na manhã desta Quinta-feira Santa (2), véspera do feriado de Páscoa. Passageiros anteciparam a viagem rumo a municípios do interior do Pará, principalmente para balneários e praias, que estão entre os destinos mais procurados neste período. Ao mesmo tempo, moradores de outras cidades também chegaram à capital paraense para passar o feriado com a família.
A expectativa de movimentação de passageiros para o feriado da Semana Santa nos terminais rodoviários da Região Metropolitana de Belém é grande, de acordo com a Sociedade Nacional Apoio Rodoviário Turístico (Sinart). No Terminal Rodoviário de Belém, a previsão é de 17.800 embarques e 4.600 desembarques, o que representa um aumento de 50% em relação ao registrado em 2025. Ao todo, a estimativa é de aproximadamente 22.400 pessoas circulando pelo terminal durante o período. Entre os destinos mais procurados dentro do estado estão Cametá, Vigia, Marudá, Acará e Tauá. Já para fora do Pará, a maior demanda é por viagens com destino a Salvador, Fortaleza, São Luís e Rio de Janeiro.
Já no Terminal Rodoviário de Ananindeua, a expectativa é de 9.600 embarques e 2.500 desembarques, com crescimento de 35% em comparação ao ano anterior. A movimentação total estimada é de cerca de 12.100 passageiros ao longo do feriado. Os destinos mais buscados a partir de Ananindeua incluem Vigia, Cametá, Bragança, Tauá e Marudá. Para viagens interestaduais, destacam-se Salvador, Fortaleza, São Luís e Rio de Janeiro como os principais destinos procurados pelos passageiros.
Páscoa junto da filha e irmãos
Durante a manhã, a dona de casa Hellen Ferreira, de 40 anos, mãe da pequena Thainá Vargas, de 2 anos, seguia rumo a Castanhal, no nordeste paraense, para aproveitar o feriado com a família, junto dos irmãos que moram na cidade. Ela relatou que chegou cedo para comprar a passagem e garantir assento no ônibus. Por volta das 9h30, ainda aguardava o embarque, mas sem preocupação, pois já tinha garantido o bilhete. Segundo Hellen, a expectativa era de estar junto dos familiares, destacando o simbolismo da Semana Santa ao lado de quem ama.
“Assim que cheguei ao terminal, já estava ansiosa para comprar a passagem. Perguntei a um atendente do guichê se ainda havia disponibilidade, mas ela informou que não havia passagens naquele momento nem previsão. Fui orientada a procurar outra empresa de viagens, mas consegui comprar a passagem. Agora, a gente vai comemorar a Semana Santa, lembrando a morte e a ressurreição de Jesus. É uma data extremamente importante para vivermos esse momento, recordar o nosso Criador e cuidar da nossa parte espiritual, física e psicológica. Mais do que um passeio, é um momento de confraternização e união entre os familiares, além da importância da religião em nossas vidas”, relata.
Ela afirmou que não tem o costume de viajar, mas destacou que, como costuma dizer, o brasileiro deixa tudo para a última hora. “Eu vou passar cinco dias lá [em Castanhal]. Vamos ficar em família, minha irmã vai organizar um almoço, a gente vai tomar banho de piscina e dar uma volta para conhecer os espaços turísticos. Apesar de eu já conhecer Castanhal, é sempre importante voltar, aprender mais sobre a culinária, a vida em família e conhecer novas pessoas”, diz Hellen.
Feriado de tranquilidade
Quem também aproveitou para sair da cidade foi o trabalhador de uma empresa de design gráfico, Alefh Nicodemos, 24, que seguia acompanhado da esposa, além da sogra e do tio da companheira, para Igarapé-Miri, no nordeste paraense. Ele contou que a família se encontraria no município para seguir até a beira do rio, em Moju, também na região. Segundo Alefh, eles se reúnem no porto de Igarapé-Miri e, de lá, embarcam até o sítio da família, onde devem ficar até domingo. A opção é pela tranquilidade e calmaria.
“Sempre que possível, viajamos nesta época do ano. A avó da minha esposa mora em Igarapé-Miri. Tem um sítio. E, sempre que possível, quando tem um feriado, dois, três dias, a gente vai pra lá, passa na beira do Rio, na tranquilidade do interior. A gente tá querendo ficar até domingo. E, para a demanda de hoje, no terminal, eu acredito que vai ser pior amanhã o fluxo de passageiros. Vai ter muito mais pessoas, até porque na quinta muita gente trabalha. Então, está relativamente tranquilo hoje. Não tivemos dificuldade de comprar, tinha lugar, tinha vaga, tudo certo”, comenta o jovem.
Para ele, a folga no feriado é uma forma de rever a família e descansar. ‘A gente, em família, relaxa, fica mais leve, se diverte. Até mesmo para fugir do barulho e do estresse da cidade, sair um pouco da área de trabalho. E interior, na natureza, é tudo muito melhor. Muito mais calmo, mais tranquilo, e a gente realmente melhora”, declara.
Enquanto muitas pessoas saem da capital, outras aproveitam o feriado para visitar os familiares que moram na cidade. É o caso da dona de casa Ivaneide Soares, de 57 anos, que mora em Mãe do Rio e decidiu passar a páscoa com a família em Belém. Ela contou que costuma repetir a viagem nesse período e que ficará cerca de oito dias na casa da irmã, onde também pretende reencontrar uma tia e primas. Segundo Ivaneide, a programação será simples, com almoço em família e descanso em casa. “É importante estar junto da família, passar o feriado junto”, conta.
Mosqueiro
Também na expectativa de aproveitar o feriado, muitas pessoas aguardavam, na manhã desta quinta-feira (2), para embarcar com destino ao distrito de Mosqueiro, em um ponto próximo ao Terminal Rodoviário de Belém, nas proximidades da Praça do Operário, no bairro de São Brás. Uma longa fila se formou desde as primeiras horas do dia e seguia até por volta das 11h. A estudante de enfermagem Rebeca Juliana, de 18 anos, natural da ilha, mora em Belém e aproveita o período para retornar e visitar a família.
“Estava na parada desde às 7 horas da manhã e o ônibus não aparecia. Quando aparece, já está lotado, o que dificulta o embarque. É sempre o mesmo desafio. Mas a ideia é ficar com meus pais neste feriado, já que moram lá. E aproveitar o feriado de quatro dias. Vou permanecer durante todo o período e retornar no domingo. A intenção é aproveitar a praia, que é de fácil acesso, mas a situação dos ônibus acaba complicando”, pontua.
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